Zohar
O Zohar se constituiu, durante muito tempo, na mais importante obra do movimento cabalista, que tentou penetrar e mesmo descrever o mistério do mundo como um reflexo dos mistérios da vida divina. O Zohar é o conjunto de livros que contém a Kabalá (cabala).
Muito raramente um cabalista falava de seu próprio caminho a D’us. E o primeiro interesse da Kabalá não reside no gênero de declarações individuais, mas na luz que ela projeta sobre a “história dos judeus”.
Cada indivíduo, na história do judaísmo, contém a totalidade na Kabalá, sendo que as leis da Torá tornaram-se um símbolo da Lei Cósmica e a história do povo judeu um símbolo do processo cósmico.
De acordo com uma tradição que remonta aos tempos talmúdicos há, em cada geração, 36 homens justos que constituem os fundamentos do mundo – em anonimato. São os Lamed-Vav, que em hebraico significa trinta e seis. Sem eu anonimato, que é parte de sua própria natureza, eles não nada além de pessoas comuns, mas que impedem que o mundo se autodestrua.
Nessa visão tradicionalista judaica, um dos 36 talvez seja o Messias e ele permanece oculto, porque nossa época e as condições em que vivemos ainda não estão a sua altura. O caráter conservador, tão freqüente no misticismo, depende largamente de dois elementos: a própria educação do místico e seu guia espiritual.
Em relação à educação, o místico quase sempre carrega dentro de si uma herança de tempos imemoriais. Quando ele nasce dentro de um quadro de uma autoridade religiosa reconhecida, e, mesmo quando começa a olhar independentemente para as coisas e procurar seu próprio caminho, todo o seu pensar, e especialmente sua imaginação, continuam permeados dos elementos tradicionais de seus ancestrais.
Ele não abandonará facilmente a herança de seus pais, pois um cabalista, assim como outros místicos de outras religiões em busca da iluminação, sejam cristãos, budistas e todos os outros místicos, eles carregam dentro de si sua herança, os símbolos de seu próprio mundo.
O Zohar que significa o Livro do Esplendor é do século XIII. De forma transcendental representa o Ain Soph Aur - O Absoluto Cósmico. A Kabalá tem a seguinte composição e os respectivos níveis: Kether – Coroa; Chochmah – Sabedoria; Binah – Inteligência; Hesed – Graça; Gevurah – Força; Tsadikiel – Misericórdia; Tiferet – Beleza; Netzach – Vitória (a eternidade); Hod – Guia; Iesod – Fundamento;
Malkut – Reinado; Chadai el–hai - O Santíssimo.
