Mosaico Cultural - T

Tikun Olam
 
Ajudando a aperfeiçoar o mundo

O conceito de Tikun Olam tem origem no antigo período rabínico e vem sido aplicado pelos inúmeros grupos religiosos dentro do judaísmo.

Em hebraico, as palavras Tikun Olam significam “Reparar o Mundo”.

Na Kabalá luriânica, significa a aplicação da Ética, isto é, a realização das Mitsvot, numa conotação mais moderna ao conceito. Isto significa que realizando as Mitsvot será criado um modelo de sociedade, através do povo judeu, que influenciará o resto do mundo. Esta ideia aparece na Bíblia, que descreve os judeus como “uma luz para as nações”.

Na Mishná, a expressão Tikun Olam traduz a frase “reparar o mundo”, no sentido de que devemos seguir a prática não porque é requerida pela Lei Bíblica, mas porque ajuda a evitar o caos social.

Na prece bíblica, Aleinu, consta a expressão Tikun Olam – Ajudar a aperfeiçoar o mundo.

Numa visão total da interpretação dos termos Tikun Olam, significa que os judeus não são somente responsáveis por um modelo da sociedade para eles mesmos, mas são também responsáveis pelo bem-estar de toda a sociedade humana.

Essa responsabilidade abrange todos os aspectos da vida em termos espirituais, religiosos, políticos, num equilíbrio justo entre os direitos sociais em geral e as necessidades espirituais.

Tsedaká

Tsadik

 

Segundo dizem nossos sábios, Caridade é o mesmo, em importância, a todos os mandamentos combinados. Isto significa que existe uma responsabilidade humana básica para com o outro.

A palavra em hebraico Tzedaká indica que literalmente significa “ser uma pessoa justa, realizar a coisa certa, realizar o que é teu dever”, em relação ao próximo.

Já um Tzadik, é uma pessoa justa, alguém que preenche todas as suas obrigações, em qualquer momento de sua vida.

Qual é a diferença entre Caridade e Tzedaká? Existe alguma diferença?

Doando-se, doando algo teu, significa “Eu farei tudo que puder para ajudar”. “O teu coração deve se encaminhar para que você seja justo e realize o teu dever.

Talmud

É a transcrição da tradição oral de Israel. Ele rege tanto a vida quotidiana quanto o pensamento – incluindo a exegese das Escrituras – dos judeus, ao professarem o judaísmo.

Distingue-se nele dois níveis: aquele em que estão consignados,em hebraico, o dizer dos doutores chamados Tanaim – que significa “ensinar”, “transmitir oralmente”. - são os rabinos dos séculos I e II, da época de Hillel, até a redação da Mishná.E os Amoraim: - “falar”, “explicar”, ”interpretar”: que designa os doutores eruditos do judaísmo em atividade desde o período da finalização da Mishná, (por voltada do final do século II), até a finalização do Talmud de Jerusalém e o Talmud da Babilônia (fim do século IV e início do século V).

A Mishná é a compilação de regras éticas e leis rituais, reunidas num código, no intuito de salvaguardar a unidade do povo judeu, gravemente comprometida pela perda da sua identidade nacional e do seu centro religioso e político.

O hebraico da Mishná – diferente da estrutura do hebraico do Antigo Testamento - é uma das fontes principais do hebraico moderno.

A obra dos Amoraim se fixa por escrito por volta do século V e recebe o nome de Gemará. As seções da Mishná e da Guemaráapresentadas conjuntamente – uma, como tema, e a outra como comentário – constituem o Talmud.