Quem somos

O Instituto Cultural Judaico Brasileiro “Bernardo Schulman (ICJBS)”, de Curitiba, Paraná, tem como finalidade divulgar, incentivar, promover a cultura e as tradições, judaicas e brasileiras, contribuindo para o estreitamento dos laços entre as duas comunidades.

Nosso endereço

Rua Coronel Agostinho Macedo nº 248 - Centro Cívico - Curitiba – PR

Telefone: (041)3024-7575
Horário de funcionamento:
Terça - Quarta - Sábado 13:30 às 17:30
Sexta 15:00 às 19:00

E-mail: contato@icjbs.com.br

site: www.icjbs.com.br

Nossa finalidade

Divulgar, incentivar e promover a cultura e as tradições, judaicas e brasileiras, contribuindo para o estreitamento dos laços entre as duas comunidades.

Áreas de atuação

Arquivamento de documentos: Entrevistas, livros, jornais, revistas.

Artes em geral: Exposições, cursos, concursos, dança folclórica, música.

Biblioteca: Organização e manutenção de biblioteca de consultas e empréstimos, sobre assuntos gerais.

Conservação, Preservação e Restauração de fotos: objetos e documentos ligados à tradição e a história judaica e universal.

Edição de livros: Biográficos, literatura em geral, monografias, teses, pesquisas ligadas as tradições, depoimentos pessoais de vivências.

Divulgação: Através do boletim da comunidade Kesher, do jornal Visão Judaica, do site do ICJBS e eventualmente a grande imprensa de Curitiba.

Arquivo e escaneamento: De fotografias que fazem parte da história da comunidade e as das famílias interessadas.

Quem foi Bernardo Schulman

Bernardo Schulman, que empresta seu nome ao Instituto Cultural Judaico Brasileiro, nasceu em 16/5/1887, em Demidowa, província de Volinia, Rússia. Foi educado em escola tradicional até os 10 anos quando faleceu seu pai Leibush, e pouco tempo depois sua mãe Menusha.

A partir dessa idade ele passa a viver com um tio que conseguiu introduzi-lo na ieshivá de Lutzk onde além do Tanach e Talmud estudou, como autodidata, estudos seculares.

Mais tarde conheceu seu futuro sogro Shlomo Paciornik e trabalhou com ele no comércio de madeiras de floresta.

Casado com Zelda Paciornik, chegou ao Brasil em 1909 e teve uma parte ativa na formação de instituições comunitárias no Paraná.

Schulman se fez conhecer ao grande público judaico e brasileiro por um opúsculo que marcou época, e publicado em português, em 1937, com o título “Em legítima defesa – a voz de um judeu brasileiro”, cujo conteúdo surpreendeu por excelente resposta dada à propaganda antissemita, muito difundida pelo integralismo de Gustavo Barrozo, que pontificava como ideólogo dos camisas-verdes (os integralistas) e despejava um mar de sandices sem fim contra os judeus.

Conforme o jornal “Léxico” – foram publicadas quatro edições do opúsculo; a primeira foi editada em Curitiba, a segunda no Rio, editada pelo Comitê de Defesa contra o Antissemitismo, a terceira em São Paulo e a quarta no Rio Grande do Sul.

Além de contos e artigos publicados em diversos jornais, produziu uma grande massa de “corresondentzen” que ele remetia e foram publicadas nos jornais em iídiche, desde 1915 e que constituem verdadeiras crônicas sobre assuntos da vida comunitária de Curitiba, no Paraná, bem como sobre a vida judaico-brasileira, com uma apreciação e crítica pessoal que o caracterizavam.

Burach (como foi mais conhecido) Schulman falava muito pouco sobre sua atuação como literato. Numa época em que havia muito poucos homens de letras na população judaica brasileira, a atuação dele, no intercâmbio com um grupo de intelectuais, assumiu uma grande importância no movimento literário judaico brasileiro da época.

Mantinha contato através de correspondência e artigos em jornais com grandes escritores, jornalistas e intelectuais judeus, do Brasil e do exterior e com a imprensa jornalística que se formava, tendo o mérito de ser um dos pioneiros da imprensa iídiche no Brasil, bem como, alem de literato, um grande ativista comunitário paranaense, nos primórdios de nossa coletividade, muito respeitado e participante ativo de diversas diretorias e comitês.

É de Burach Schulman a tradução dos livros 7 e 8 da Coleção Judaísmo, de A. Menes.

Quem foi Bernardino Schulman, que empresta
seu nome à Biblioteca do ICJBS
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