Mosaico Cultural - P

Profeta Elias

Num relance, o profeta Eliahu Hanaví (Elias) foi arrebatado para o céu num turbilhão, num carro de fogo puxado por cavalos de fogo!

Elias não é um personagem do passado, pois está presente e acompanha Israel desde sempre em seu longo perigrinar. Ele vive como o mais próximo e familiar dos protetores celestiais e está sempre com o seu povo.

De acordo com o que está escrito na Hagadá, "escravos fomos no Egito e hoje somos um povo livre" - festejamos no Pessach a liberdade, - a Páscoa Judaica - e é da tradição judaica deixar-se sempre um cálice cheio de vinho e a porta aberta para Elias, que vem comemorar com seus irmãos a liberdade conquistada.

Quando os judeus iemenitas (do Iêmen), que viviam distantes da civilização e praticamente como se estivessem na Idade Média, estavam sendo retirados e levados para Israel não queriam embarcar de jeito nenhum nos aviões, os quais nunca tinham visto na vida e os atemorizava como um monstro. Até que o rabino lhes lembrou de Eliahu Hanaví e lhes disse que aquelas eram as carruagens puxadas pelos cavalos de fogo que os levaria a Eretz Israel. Então embarcaram.

Pessach
(Páscoa judaica)

É uma das mais belas cerimônias judaicas, de origem milenar e com farta simbologia. Comemora a liberdade, apoiada na comemoração simbólica pela libertação dos judeus cativos no Egito, guiados pelo profeta Moisés.

Através dessa cerimônia os israelitas revivem os valores imperecíveis de seu povo, a fé num D’us único e as Tabuas da Lei, que invocam as leis morais mantidas pela tradição milenar do povo judeu, cuja trajetória vem sido perpetuada em todos os tempos e um exemplo para toda a humanidade.

Uma narração da epopéia dos judeus no Egito é desenvolvida durante a cerimônia, (ou sêder em hebraico), em geral dirigida pelo chefe da família, seguindo um ritual impregnado de simbolismos: sobre a mesa, uma bandeja com 3 pães ázimos, (matzá, em hebraico), simbolizando os três grupos em que estavam representados os judeus daquela época; o zroa, um pedaço de carne mal assada para lembrar o cordeiro, que era a oferenda que se fazia na época; um ovo cozido, simbolizando o alimento, tanto dos momentos tristes quanto os alegres; raiz forte, lembrando os tempos amargos da escravidão; o charosset: uma mistura de nozes, canela, vinho tinto, raiz forte e maçã, que torna a mistura escurecida, com cor de barro e amarga, como a vida dos escravos, simbolizando o barro e a amargura com que os judeus trabalhavam na construção das pirâmides durante o trabalho escravo; karpas – batata, ou cebola, ou salsa, lembrando a comida pobre dos escravos e por fim, uma tigelinha contendo água salgada, que simboliza o Mar Vermelho, que se abriu para a passagem do povo durante a fuga do cativeiro, guiados por Moisés, libertador.

Solicitado pelas crianças, que fazem perguntas sobre os acontecimentos, o líder lê trechos que lembram a epopéia dos escravos, e falam na liberdade – a própria e a de todos os homens e mulheres do mundo. Durante a cerimônia uma cadeira e um talher ficam vagos, em solidariedade aqueles que estão privados da liberdade.

Em seguida, serve-se uma ceia festiva, seguindo os costumes e a tradição.