Selo comemorativo aos 50 anos
do Hospital de Clínicas de Curitiba

Com a presença do reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), prof. dr. Zaki Akel Sobrinho, da presidente do Instituto Cultural Judaico Brasileiro “Bernardo Schulman”, Sara Schulman, de Herda Amarante, diretora geral do HC e de Maria Elisa Paciornik, da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas foi realizada na manhã do dia 28/11 a cerimonia de lançamento do selo comemorativo dos 50 anos do HC, no hall da Diretoria do Hospital de Clínicas.

Na mesma ocasião, foi prestada uma homenagem aos vereadores da cidade de Curitiba pelas emendas parlamentares concedidas através do Orçamento Municipal de 2011 ao Hospital de Clínicas, à Maternidade Vitor Ferreira do Amaral e ao Hospital do Trabalhador.

A partir da esquerda, Sara Schulman, presidente do ICJBS; reitor Zaki Akel Sobrinho, Herda Amarante, diretora geral do HC e de Maria Elisa Paciornik, da Associação dos Amigos do HC

 

 

Curitiba inaugura o 1º Museu do Holocausto no Brasil

"Este museu evitará a pior das conspirações: o esquecimento", disse a ministra Maria do Rosário Nunes, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, perante mais de 600 pessoas, na cerimônia de inauguração do Museu do Holocausto, na manhã deste domingo em Curitiba. A ministra representou na solenidade a presidenta Dilma Rousseff.

Emocionada pelo depoimento do escritor Ben Abraham, sobrevivente do Holocausto, que agradeceu ao Brasil pela acolhida, Maria do Rosário afirmou que "é o País quem deve agradecer aos judeus, por sua contribuição nas mais diversas áreas, e também por aprender com eles a reconhecer a importância da memória".

Idealizado pelo empresário Miguel Krigsner, o Museu do Holocausto, pioneiro no País, transcende a visão do genocídio, pois discute também a questão do preconceito e mostra o respeito que existe no Brasil à diversidade.

Claudio Lottenberg, presidente da Conib, agradeceu às autoridades pela presença e notou, citando a filósofa Hannah Arendt, que "o prestígio e o reconhecimento às minorias evitam as perseguições a médio e longo prazo". "Esta casa será uma fonte de defesa e educação contra a intolerância. Com ela, o Paraná reforça o ideário democrático brasileiro", completou.

"Este museu é uma importante conquista para nosso Estado e um presente da comunidade judaica à sociedade paranaense. Ele fomentará o debate e a conscientização acerca dos direitos humanos, contra todas as formas de violência e preconceito", disse o governador Beto Richa.

"O museu receberá nossas crianças", garantiu o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci. Ele agradeceu à Conib pela escolha da capital paranaense para a realização de sua convenção anual.

Também participaram da solenidade o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad; o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman; o presidente da Federação Israelita no Paraná, Manoel Knophfolz; o ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner; deputados federais e estaduais, vereadores, além de líderes da comunidade judaica de 14 estados brasileiros.

As visitas ao museu devem ser agendadas, com grupos de até 30 pessoas.

Informações: (41) 3908-2750.

 

A partir da esquerda, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, o empresário Miguel Krigsner, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes; o governador do Paraná Beto Richa; o presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz e o presidente da Confederação Israelita do Brasil Claudio Lottenberg

O sobrevivente do Holocausto Ben Abraham (esquerda) e Miguel Krigsner, em ato simbólico, colocam pedras no memorial no interior do museu

Miguel e Cecília Krigsner, os doadores do museu, durante a solenidade na sinagoga Beit Yaacov, que também doaram

O embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, fala na solenidade de inauguração do Museu do Holocausto
Fotos: Eliana Assumpção

 

Conib realiza sua 42ª Convenção em Curitiba

Em sua 42ª convenção anual, realizada nos dias 18 e 19/11 em Curitiba, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) reelegeu sua diretoria, sob a presidência de Claudio Lottenberg, para o triênio 2012-2014 e decidiu manter como prioridades sua a atuação na área política, na comunicação e na formação de lideranças.
A convenção teve aproximadamente 100 participantes, trazendo à capital paranaense o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman; o ex-governador do Paraná Jaime Lerner; lideranças comunitárias de 14 estados brasileiros e representantes da juventude; além de palestrantes como o filósofo Denis Rosenfield, o sociólogo Bernard Sorj, o antropólogo Michel Gherman, o jornalista Alon Feuerwerker; e o empresário Miguel Krigsner, idealizador do Museu do Holocausto, em Curitiba, pioneiro no Brasil, cuja inauguração ocorreu no dia 20/11.
Os líderes das comunidades judaicas de todo o Brasil foram saudados na abertura da Convenção pelo presidente da Conib, Claudio Lottenberg e pelo presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, o anfitrião do evento que deu as boas-vindas a todos.

Atuação

Durante a convenção, Manoel Knopfholz, assim como os demais presidentes das Federações fizeram um balanço das atividades promovidas por cada instituição em seus respectivos estados.

A grande interação entre os participantes facilitou a análise de prioridades. Nas ações políticas e de comunicação, um dos pontos destacados foi o incremento de viagens de formadores de opinião a Israel, partindo do princípio de que o conhecimento in loco da situação no Oriente Médio muda percepções. Também foram discutidas as formas mais eficientes de mostrar uma imagem positiva de Israel — e também da comunidade judaica — para todos os segmentos da sociedade brasileira.

A presença dos acadêmicos trouxe acalorados debates sobre a relação entre o Estado judeu e as comunidades da Diáspora, e também sobre a necessidade de a comunidade judaica brasileira assumir de forma cada vez mais clara suas posições políticas, no contexto da maior relevância assumida pelo Brasil no cenário internacional e do fortalecimento da democracia no país.

Todas os representantes das Federações ressaltaram a importância da realização de um censo da comunidade judaica brasileira, que inclua também pesquisas qualitativas. A implantação de métodos modernos de gestão para as federadas e suas entidades também está na ordem do dia.

Diretoria

A diretoria da Confederação Israelita do Brasil para o triênio 2012-2014 ficou assim constituída: Presidente - Claudio Lottenberg; 1º vice-presidente - Mauro Terepins; 2º vice-presidente - Henry Chmelnitsky; secretário-geral - Fernando Kasinski Lottenberg;

secretário - Octavio Aronis; tesoureiro-geral - Gilberto Maktas Meiches; tesoureiro - Marcelo Blay; diretores - Mario Adler e Daniel Borger.

Cinco novos membros farão parte da diretoria: Boris Ber, Paulo Maltz, Mauricio Szporer, Julio Serson e Eduardo Wurzmann. Com a incorporação destes novos membros à sua diretoria, a Conib pretende atender de forma mais próxima as pequenas comunidades e também expandir os contatos internacionais.

Com o Governador do Paraná

Na tarde de sexta-feira (18/11), os presidentes da Confederação Israelita do Brasil e da Federação Israelita do Paraná, respectivamente, Claudio Lottenberg e Manoel Knopfholz, juntamente com o diretor de Relações Institucionais da comunidade paranaense, Isac Baril, foram recebidos no Palácio das Araucárias pelo governador do do Paraná, Beto Richa.

No encontro, as lideranças judaicas reforçaram convites ao governador para participar ao jantar de encerramento da 42ª Convenção Anual da Conib, que ocorreu no dia seguinte (19/11), e também à inauguração do Museu do Holocausto.

Segundo Lottenberg, a visita foi muito positiva. "Temos de lhe agradecer pela forma como a comunidade aqui é acolhida". Sobre o Museu, Lottenberg declarou: “Seu foco transcende a visão do genocídio, pois pretende discutir também a questão do preconceito e mostrar o respeito à diversidade que existe em nosso país".

Por sua vez, Manoel Knopfholz, destacou que a reunião simbolizou a importância de a comunidade do Paraná receber, pela primeira vez, quase uma centena de líderes judeus na cidade. Ele também afirmou que a presença do governador na convenção e na inauguração do museu refletem a magnitude da iniciativa. "O Museu do Holocausto é um libelo, uma declaração contra o preconceito em todas suas formas".

Na convenção da Conib em Curitiba, o embaixadorde Israel Rafael Eldad (à esquerda), Claudio Lottenberg, presidented a Confederação reeleito e o cônsul de Israel em S. Pauilo, Ilan Sztulman
Foto: Eliana Assumpção/Conib

Parte da nova diretoria da Conib comandanda por Claudio Lottenberg
Foto: Eliana Assumpção/Conib

O jornalista Jaime Spitzcovsky (centro) foi o moderador do painel com o cônsul de Israel em S. Paulo, Ilan Sztulman e o filósofo Denis Lerer Rosenfield (a direita)
Foto: Eliana Assumpção/Conib

Manoel Knopfholz, Claudio Lottenberg, Miguel Krigsner e Nathan Kulisch
Foto: Szyja Lorber
 

 

Colóquio em Curitiba trará
especialistas em linguagem

O Colóquio de Filosofia Brasil-Israel sobre Mente e Linguagem reunirá em Curitiba de 7 a 9/11 vários nomes importantes de Israel, Estados Unidos, Canadá, Itália importantes para discussão de filosofia da linguagem, filosofia da mente, linguística e ciência cognitiva. O objetivo é debater a natureza das relações entre mente e linguagem nos seus mais variados aspectos.

Entre os palestrantes estão o filósofo da linguagem Nathan Salmon (Universidade da Califórnia, Santa Barbara) e o linguista Daniel Everett (Universidade de Bentley). Este último usou suas observações da linguagem dos índios Pirahã da Amazônia para colocar em questão algumas das teses da Linguística contemporânea. Além disso, o filósofo da mente e da linguagem, Marcelo Dascal (Universidade de Tel Aviv) apresentará sua abordagem das relações entre cognição e linguagem.

O evento tem a coordenação de Maria Elisa Paciornik, Sara Schaia Schulman, Breno Hax Junior, Marcelo Dascal e Marco Ruffino. A realização é da Universidade Federal do Paraná, Instituto Judaico-Brasileiro Bernardo Schulman, com apoio da Fundação Araucária. O evento terá tradução simultânea, s e desenvolverá das 15 às 18 h e das 19 às 22 h no Anfiteatro 100 da UFPR, Ed. D. Pedro I, Rua General Carneiro, 460. As inscrições são gratuitas, mas as vagas limitadas.

Maiores informações: brenohax@gmail.com

 

Nossa História, da Rádio Educativa
aborda cultura e tradições judaicas

No dia 10/8 Sara Schulman, presidente do Instituto Cultural Judaico Brasileiro “Bernardo Schulman”, o jornalista Szyja Lorber, do Visão Judaica e o professor Antônio Carlos Coelho, que também escreve para o VJ, gravaram o programa “Nossa História” com a jornalista Zelia Sell, da Rádio Educativa AM 630. O programa foi ao ar na manhã de sábado 13/8 e reprisado no domingo à noite.

O tema abordado foi a história dos judeus no mundo, no Brasil e no Paraná. Falou-se sobre a Judeia nos tempos bíblicos, dos judeus na Europa e a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto, da chegada dos judeus no Brasil com os descobridores e depois com Maurício de Nassau, as ondas imigratórias, os hábitos, as crenças, rituais da comunidade, e dos judeus no Paraná, bem como das atividades, influência nas letras, nas ciências e nas artes, e foram tocados o Hino de Israel, a Hatikva (Esperança), Jerusalém Cidade de Ouro, cantada pela curitibana Orly Bach. E também por Ofra Haza, além de música klezmer.

Sara Schulman, Zelia Sell, Szyja Lorber e Antônio Carlos Coelho na Rádio Educativa do Paraná

Foto: Rádio Educativa do Paraná

 

Curitiba inaugura Sinagoga Beit Yaacov

Foi inaugurada no domingo 25/9, numa cerimônia emocionante, com a presença maciça da comunidade judaica do Paraná a Sinagoga Beit Yaacov, construída dentro das instalações do Centro Israelita do Paraná (CIP), num tempo recorde de sete meses, a tempo de poder ser utilizada nas Grandes Festas (Rosh Hashaná e Iom Kipur) de 5772.

A nova sinagoga surpreendeu os membros da comunidade não só na rapidez com que foi erguida, mas também pela beleza do projeto que encantou a unanimidade dos presentes, mas também pelos detalhes como as pedras do revestimento, que vieram de Jerusalém. Miguel Krigsner, que com sua família doou todo o complexo, que ainda inclui uma mikve, sala do rabino, salão de festas além de estacionamento coberto, mais a sala de estudos que levou o nome de Joel Bergman, em seu discurso de inauguração observou que, talvez as pedras sejam do mesmo local, de onde saíram para construção Templo de Jerusalém.

Já o rabino Simon Moguilevski, que há anos atrás liderou a comunidade de Curitiba, destacou que o sobrenome Krigsner provém de duas palavrais judaicas ‘krig” que quer dizer guerra ou luta e “ner” que significa vela, mas no sentido de luz, ou seja aquele que luta pela iluminação (sabedoria). Além deles, falaram na inauguração, o diretor do Departamento Religioso, da Comunidade, o Adrian Gottfried, da Comunidade Shalom de S. Paulo; o rabino Dario Feiguin, da Comunidade Amichai, de Buenos Aires; a presidente da Kehilá, Ester Proveller, e o rabino da comunidade Curitiba, Pablo Berman.

O projeto arquitetônico é de Manoel Doria, o engenheiro responsável foi Jaime Ingberrman, a sinagoga tem 600 lugares. A mikve foi projetada pelo arquiteto Salomão Figlarsz. O Aron Hakodesh, a Arca onde se guardam os Rolos da Torá foi produzida pelo Artist Studio, de Avraham Fried, em Kiryat Gat, Israel e os bancos e o mobiliário fabricados pelo Kibutz Lavi, próximo a Tiberíades, quer é especializado nesse campo.

Foi a primeira em Curitiba que se reuniram sete rabinos para a inauguração de uma sinagoga: Pablo Berman, Yossef Dubrawsky, Mendel Stolik e Mendel Labkowsky de Curitiba; Simon Moguilevsky e Dario Feiguin, da Argentina e Adrian Gottfried, de São Paulo. Também estavam presentes o chazan Avi Burstein e Alberto Burstein da CIP de SP, Ariel Blufstein, diretor executivo do Movimento Massorti na América Latina e Gabriela Glazman, representante a Agência Judaica, além dirigentes das instituições judaicas locais.

 


A fachada da Sinagoga Beit Yaacov inaugurada dia 25/9

Na inauguração da nova sinagoga de Curitiba público
da comunidade compareceu em massa ao evento


Crianças cantaram na inauguração da sinagoga

A presidente da Kehilá, Ester Proveller, discursa durante a inauguração

O empresário Miguel Krigsner, doador da Sinagoga
que leva o nome de seu pai, foi o último a falar na solenidade

O chazan Avi Burstein, da CIP de S. Paulo cantou na Sinagoga Beit Yaacov

Vista do interior da Sinagoga Beit Yaacov

A Arca Sagrada da nova Sinagoga feita por Avraham Fried, de Israel

Miguel Krigsner e a esposa Cecília, emocionados, descerraram
a placa principal de inauguração. Ao fundo, um magnífico vitral

O principal vitral da nova sinagoga, produzido em Rosario, na Argentina


Rabino Simon Moguilevsky

Fotos: Szyja Lorber

 

ICJBS mantém programação
para crianças nos sábados

O Instituto Cultural Judaico Brasileiro Bernardo Schulman instituiu uma programação para crianças com menos de 10 anos de idade, e suas mães, todos os sábados – a partir das 15 horas na biblioteca do ICJBS, no CIP, 2º andar. Trata-se do “Brincando de contar histórias“ sempre com brincadeiras, lanche, histórias e muito mais.

O início oficial da programação foi dia 30/7 e se repete todas as semanas.

Algumas das crianças que participaram no dia 6/8 do programa infantil do Instituto Cultural Judaico Brasileiro "Bernardo Schulman"

 

 

Chanucá em Curitiba agora está calendário oficial

O prefeito Luciano Ducci se reuniu com representantes da comunidade israelita de Curitiba e do Paraná, na manhã desta terça-feira (4/10), na Prefeitura, para um café da manhã, instituindo o dia 20 de dezembro através da lei nº 13.736, como a data oficial de comemoração do Chanucá, a Festa das Luzes, em Curitiba.

A festa da comunidade judaica, que é celebrada na Praça 29 de Março, em Curitiba, há 25 anos, pelo Beit Chabad do Paraná, com o apoio da Kehilá e da Federação Israelita, agora entrou de forma oficial no calendário festivo da cidade. "Esta lei foi sancionada em junho. É uma data muito importante para todos os judeus e agora faz parte de forma oficial do nosso calendário. Curitiba é uma cidade acolhedora e a participação das diversas etnias mostra isso", disse o prefeito Luciano Ducci.

O autor da proposição, o vereador Emerson Prado, que levou a Prefeitura de Curitiba a instituir a comemoração de Chanucá também participou do encontro matutino. Além dele estiveram presentes o presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, a presidente da Kehilá, Ester Proveller; o presidente da B’nai B’rith de Curitiba, Leon Knopfholz, os rabinos Pablo Berman (da comunidade) e Yossef Dubrawski (do Beit Chabad), o diretor do departamento religioso Charles London, além de grande número de membros da comunidade israelita local.

"A Festa das Luzes é comemorada durante oito dias e escolhemos um dia para fazer uma grande celebração. Este ano essa grande festa vai acontecer no dia 20 de dezembro, na praça 29 de Março", explicou o rabino Yossef Dubrawsky.

Falando na ocasião, o presidente de Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz disse: "A sanção desta lei pelo prefeito Luciano Ducci concretiza todo esse sincretismo étnico que Curitiba tem. Isso faz da cidade uma referência mundial. Somos um povo de paz", disse o presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz.

O prefeito Luciano Ducci; o presidente da Federação israelita, Manoel Knopfholz; a presidente da Kehilá, Ester Proveller e o rabino Pablo Berman

Charles London, Isac Baril, Leon Knopfholz, vereador Emerson Prado, Manoel Knopfholz, Luciano Ducci e Ester Proveller

3. Prefeito Luciano Ducci discursa no encontro com a comunidade israelita de Curitiba

Ester Proveller, Pablo Berman, Yossef Dubrawski e Ari Zugman
Fotos de: Szyja Lorber/Curitiba

 

 


1ª Exposição da Imigração Judaica
na Universidade Federal do Paraná

Contando a presença do reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, do presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, da presidente da Comunidade Israelita do Paraná, Ester Proveller, do rabino da comunidade Pablo Berman, de professores, alunos e membros da comunidade israelita, foi aberta na noite do dia 22/6, no mezanino do setor de Ciências Jurídicas, no prédio Histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade a 1ª Exposição Imigração Judaica no Paraná, organizada pelo Instituto Cultural Judaico Brasileiro Bernardo Schulman com o apoio de um grupo de jovens da comunidade, entre eles Diana Axelrud, André Camlot, Marcel Heilhorn, Eliane Melnik e Vanessa, com o seu grupo folclórico.


Abrindo a solenidade os presentes assistiram a uma apresentação do grupo folclórico israelita do CIP, que dançou dois números especialmente selecionados para o evento no saguão do prédio histórico. A mostra fotográfica e de objetos judaicos permaneceu  no local até o dia 30/6, sendo posteriormente transferida para o hall de entrada do edifício onde ficará exposta até o final de agosto para visitação pública.


O primeiro a discursar foi o presidente da Federação israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, que fez uma retrospectiva a respeito da imigração judaica ao Paraná, enaltecendo a acolhida de imigrantes judeus em um Brasil ainda infante que também migrava de uma monarquia obsoleta para uma recém-nascida república repleta de esperança. Ele também reconheceu “a perfeita sinergia desta gente de hábitos seculares europeus, judeus, com a terra da recém-criada província do Paraná, já miscigenada e promissora”.


A seguir, fez uso da palavra, a presidente do Instituto Cultural Judaico Brasileiro Bernardo Schulman, Sara Schulman, que depois de enumerar uma série de personalidade judaicas que cursaram a UFPR e brilharam no Paraná, no Brasil e no exterior, destacou que a Universidade Federal do Paraná, é um “melting pot” de experiências, conhecimentos e cultura. E participantes dela, nós, os filhos e netos dos imigrantes judeus, nos tornamos orgulhosos de pertencer à comunidade brasileira, que tão bem nos recebeu em seu meio. Ela permitiu que o povo judeu, através dela, pudesse florescer, finalmente, naquilo que lhe é peculiar e que cultua, com fervor: — a ciência e a cultura universal — em seus mais diferentes aspectos.


Depois foi a vez do reitor Zaki Akel Sobnho falar.  Ao ressaltar a importância da comunidade judaica no Paraná  lembrou também que a instituição recebeu não só judeus, mas  representantes de outras nações e evidenciou os fundamentos democráticos da universidade, observando que ele próprio descendente de imigrantes (árabes) pode chegar á magna direção da UFPR. Conclamou a todos para participarem dos eventos do centenário de fundação da UFPR que serão desenvolvidos a partir do próximo ano, mas que aa Exposição sobre a Imigração Judaica no Paraná abria o conjunto de eventos comemorativos a essa data histórica.

Livro, exposição e palestra

Na continuidade foi aberta a mostra fotográfica e a exibição dos objetos religiosos judaicos para a visitação, oportunidade em que teve lugar um coquetel e o lançamento oficial do livro de Sara Schulman “O teatro na coletividade judaica curitibana”, um apanhado histórico e iconográfico cultural da comunidade desde os primórdios de sua constituição.

No dia 22/6, o professor Gabriel Schulman, mestre em direito pela UFPR e professor da Universidade Positivo fez a abertura da palestra proferida pelo professor e historiador Sérgio Feldman, da Universidade Federal do Espírito Santo, “Identidade e Assimilação: a travessia do Atlântico ou o Êxodo do século XX. O dilema da identidade judaica”.

Numa explanação de alto nível, Feldman observou que os judeus foram discriminados através dos séculos, por motivos religiosos, sociais e econômicos. Notou que existem divergências entre historiadores com enfoques focos diferenciados. A religião foi a motivação efetiva desde o surgimento do Cristianismo e as causas principais a herança da Revelação e das Escrituras. O Islã também conflita mas de maneira menos intensa e prolongada.

Ele citou a exclusão social, as leis restritivas e marginalização dos judeus no Velho Continente, para abordar em seguida dos movimentos de integração e obtenção de cidadania, tanto internos como externos. Mencionou a Haskalá ou Iluminismo judaico que quis aproximar os judeus da sociedade cristã, sem perder a identidade coletiva e aprender as línguas dos países, atuar na sociedade laica; obter direitos de cidadania; estudar as ciências e penetrar na cultura de seus países de adoção. Enfim, ser parte da cidadania e da “nacionalidade”.

Feldman comentou a seguir a saída dos judeus da Europa Oriental, a atuação nos movimentos políticos que almejavam ou democratizar, ou derrubar as autocracias e o desenvolver uma vertente nacional judaica que visava recriar lar nacional judaico, na terra de Israel, o Sionismo.

O professor ressaltou que no caso da maioria dos imigrantes estrangeiros italianos, espanhóis, portugueses e japoneses que aportaram no Brasil prevaleceram motivos de ordem econômicos. Novas oportunidades e ascensão social. Entre eles, a hipótese de voltar existia e é alentada. Poucas vezes ocorre, mas é uma hipótese real.

Já os judeus entre as duas guerras (1920-1939) abandonaram seus locais de moradia não pretendendo voltar aos países de origem e como apátridas, pois sequer tinham a cidadania e direitos civis básicos. E comparou ainda as dificuldades dos judeus nas novas terras em relação aos demais imigrantes.

Os imigrantes latinos tinham ora a língua e a religião em comum, ora pelo menos uma delas. Portugueses, espanhóis e italianos tem alguma proximidade com o ambiente cultural e linguístico. A aceitação era mais fácil e houve abertura relativa. Os alemães, poloneses e ucranianos já não tinham esta facilidade, mas são cristãos.

Judeus e japoneses são agudamente diferenciados e tiveram mais dificuldades de se integrar ao ambiente, embora o tivessem conseguido.

Ele ainda explicou oque as ondas imigratórias judaicas foram motivadas por diversas razões, tais como: busca de novos horizontes, tanto no âmbito sócio econômico, quanto no sócio político; perseguições das autocracias/regimes totalitários da Europa Oriental, por exemplo, czarismo ou bolchevismo, ou do totalitarismo nazifascista ou ainda fascistóide na década de 1930.

Especificamente no caso sionista, havia ainda que solucionar a “questão judaica” através da criação de lar Nacional/Estado judaico na terra de Israel, frisou.

Sergio Feldman ainda fez uma analise profunda sobre o processo denominado “melting pot” (cadinho ou mistura cultural) que levou a uma aproximação com os valores culturais, a língua, aos conceitos de vida, pois as necessidades do cotidiano dificultaram a manutenção de hábitos como a guarda do Shabat (sábado judaico) e da Kashrut (normas dietéticas judaicas) além de outras tradições. O foco na educação religiosa como ênfase maior perdeu terrenos para os estudos universitários. Trocou-se o Talmud Torá, pela universidade e pela profissionalização e inserção social. Mas ele valorizou o processo da adaptação judaica, que a despeito da evolução soube e conseguiu manter vidas suas tradições e religião

Sérgio Feldman fez palestra sobre os
judeus  o Brasil
Foto: Szyja Lorber

Reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho
Fotos: Paulo Kulisc

A partir da esquerda, o Rabino da  comunidade, Pablo Berman; a presidente do ICJBS Sara Schulman; o Reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho: a presidente da Kehilá, Ester Proveller; e o presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz

Apresentação do grupo folclórico da comunidade Israelita do Paraná
 

 


A presidente do Instituto Cultural Judaico Brasileiro "Bernardo Schulman", Sara Schulman, discursa no evento

Homenagem à UFPR pelos 100 anos

Em seu discurso, Sara Schulman, presidente do Instituto Cultural Judaico Brasileiro ‘Bernardo Schulman’ ao homenagear a Universidade Federal do Paraná pelos 100 anos de fundação, fez agradecimentos em nome da comunidade, destacou que a Universidade que tem uma história de lutas, proporcionou ao povo brasileiro uma estrutura condigna com o que havia de melhor, em termos de prover o conhecimento e a cultura universal, desde seus primórdios, que a universidade também abriu suas portas para o estudante judeu, assim como também aos jovens de todas as outras etnias.


Ela relatou alguns fatos da história da comunidade judaica dentro da nossa universidade mostram a ânsia daqueles jovens filhos de imigrantes, em obter conhecimento, aliado à receptividade que os encontraram, dentro de nossa universidade, desde sua chegada ao Paraná:


Conta a nossa história que a primeira família de imigrantes judeus aqui chegados foi a família Flaks. Chegaram em 1889, na época histórica logo após a promulgação da Lei Áurea, com a abolição da escravatura; e, também, o período da Proclamação da  República Brasileira, em 15 de novembro de 1889.
21 anos depois, em 1929, a primeira formanda da comunidade judaica, pela Universidade do Paraná, foi a jovem, que se formou médica, Josefina Flaks, filha daquele primeiro imigrante.


- Um ano mais tarde, em 1930, formou-se também médico na nossa universidade, Dório Stolzemberg, filho de Julio Stolzemberg, de uma das famílias chegadas logo em seguida.


- Orientados pela Dra. Falce de Macedo, que foi uma das fundadoras do setor de Análises Clínicas da nossa Faculdade de Medicina, e também da Faculdade de Farmácia da UFPR, os médicos Fany Frischmann e Oscar Aisengart, fundam o Laboratório de Análises Clínicas Frischmann-Aisengart, com renome até hoje nesta área.
- Em 1935, forma-se médico Moysés Goldstein Paciornik, o fundador da Maternidade e Casa de Saúde Paciornik, berço de grande parte das crianças da comunidade curitibana. Além disso, Dr. Moysés ampliou suas pesquisas também para as condições físicas e os partos das índias de nossas matas, instituindo entre nós o Parto de Cócoras, que teve aceitação no mundo acadêmico nacional e internacional.


- Também o prof. Rodolfo Paciornik forma-se médico, e é o autor do primeiro “Dicionário Brasileiro de Termos Médicos”, livro sempre consultado por estudantes e profissionais da Medicina, editado em Curitiba.


- Na Engenharia, o Prof. Samuel Chamecki que, convidado, foi diretor da área de Ciência e Tecnologia da UNESCO, na França, trabalhando lá durante 18 anos.  Como hobby, Chamecki desenvolveu o precursor do “vídeo-game”, tendo até recebido um Oscar de Ouro pelo trabalho.


– Também da área da Engenharia, Germano Paciornik, foi o fundador do sistema de Informática do Estado do Paraná, a Celepar.


- Pela Faculdade de Direito, destaca-se Dálio Zippin, do qual se contam fatos pitorescos, que retratam muito bem as dificuldades dos imigrantes recém-chegados ao Paraná: Já matriculado na universidade, Dálio era obrigado, às vezes, a faltar às aulas, porque devia fazer entrega dos colchões fabricados e vendidos por sua mãe; a entrega era feita na charrete da família, puxada por um burrico.


Em algumas ocasiões, o burrico, preso à charrete, ficava parado em frente da universidade, à espera do carroceiro que estava em aula, o Dálio. Conforme se dizia entre seus colegas, o burrico também estava na universidade, porque ficava estacionado em frente da primeira sede da Universidade do Paraná, na Rua Comendador Araújo, aguardando o carroceiro retornar da aula.


Sara Schulman citou ainda nomes como: Felipe Lerner – Clínico Geral, atuante na Santa Casa de Misericórdia e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná; Hermes Paciornik – Médico e professor da Faculdade de Medicina, especialista em Gastroenterologia; Dr. José Weniger, professor da Universidade Federal e médico pediatra de toda uma geração de cidadãos curitibanos, que se tornaram atuantes nos meios de nosso Estado, entre muitos outros.


Em seguida, lembrou que, depois deles, a partir de seus filhos, vemos seus netos a frequentar a nossa Universidade Federal, numa feliz troca de conhecimento e cultura, fundidos numa amálgama de vivências históricas, de hábitos, religiões, tradições. Aqui, os filhos dos primeiros imigrantes puderam, desde seus primórdios, usufruir da sabedoria resultante dessa fusão: - fusão da cultura brasileira com a daqueles que imigraram de longínquos países do outro lado do oceano.


É inegável e perfeitamente compreensível que através da universalidade dos conhecimentos que foram sendo adquiridos, dentro da universidade, é que os descendentes dos imigrantes, também aprenderam a avaliar e valorizar a sua própria tradição e fé, assim como, ao mesmo tempo, aprenderam a valorizar a cultura do povo brasileiro.


Pois, a Universidade Federal do Paraná, é um “melting pot” de experiências, conhecimentos e cultura. E participantes dela, nós, os filhos e netos dos imigrantes judeus, nos tornamos orgulhosos de pertencer à comunidade brasileira, que tão bem nos recebeu em seu meio. Ela permitiu que o povo judeu, através dela, pudesse florescer, finalmente, naquilo que lhe é peculiar e que cultua, com fervor: — a ciência e a cultura universal — em seus mais diferentes aspectos.


Durante seu discurso, Sara Schulman, em nome do Instituto que preside homenageou o reitor Zaki Akel Sobrinho, por seu trabalho, também, de integração com a comunidade científica internacional, através de intercâmbio com estudantes e cientistas da UFPR e as universidades de países da América Latina, da Europa e do Oriente Médio, como Israel, entregando-lhe uma placa de recordação.

Olhos

“...a primeira família de imigrantes judeus aqui chegados foi a família Flaks, em 1889....quando nascia a República...”

“Em algumas ocasiões, o burrico, preso à charrete, ficava parado em frente da universidade, à espera do carroceiro que estava em aula, o Dálio”.


 

 

 
 
 
 
 

 

 

 

 

Repercussão na mídia

 

 

 

 

 

 

Celebrar é preciso
Aroldo Murá G. Haygert *

Praticamente todos os homens, no lobby do Plaza San Rafael, naquela tarde abafada, de 37 graus à sombra, na Porto Alegre dos grandes contrastes climáticos, trajam roupa social completa.
São 18 horas de 27 de janeiro de 2011, os tipos humanos variados, moços, meia-idade e idosos vão aparecendo. Descem pelos elevadores, pelas escadas, ou entram pela larga porta principal. Abraçam-se, homens beijam-se, com ósculo da paz. As mulheres são muitas, parece que todos se conhecem e se tratam como reverentes parceiros de uma história única.

Posso dizer que não aparentam luto recente. Mas estão marcados, é o que me pareceu, por uma certa intimidade com o Anjo da Morte.

Peço licença e sento no sofá em que o velhinho com ares de personagem de filmes “cabeça” mostra-se todo confortável. Sentado ao seu lado, uma senhora com o rosto exposto, as marcas do tempo e de dores na fisionomia quem nunca sonhou com cirurgias plásticas.

Ela, soube depois, é esposa do idoso, companheira de uma longa vida, montada pelo casal a partir da Polônia e suas lembranças dos tempos de Segunda Guerra.

Dr. Ben Abraham é o nome do o octogenário (85 anos) com quem a partir dali, e por providenciais coincidências, irei partilhar momentos que me marcariam. Feliz encontro.

Ele é um indagador insaciável, a tudo olha, nada lhe passa despercebido, é definidor acurado de tipos humanos e situações. Penso cá com seus botões, “daqui a pouco estarei no centro desse Raio X”.

O velhinho, não frustra minha previsão: quer saber de onde venho, o que faço, aonde irei com ‘roupas solenes’ (terno e gravata, como ele). Olha para a bengala que me auxilia a vencer calçadas e escadas impiedosas e, com ar triunfante escuta a resposta: “Tenho setenta anos”. Assim atendo a uma de suas inquirições diretíssimas.

Pois esse sábio ancião consegue driblar o interlocutor, ao que parece para ganhar tempo para a resposta correta: assim, quase sempre pede que repita as perguntas que lhe faço. É só aparência de surdez, conclui depois.

E ele, sem pestanejar, me dá um banho de água fria em minha vaidade de homem que se considera bem conservado:
- Mas o senhor parece ter 78.
Finjo aborrecimento pela avaliação, ao que ele responde: ”Na verdade o senhor não perdeu nada, ganhou oito anos…”
No cartão que me entrega, o Dr. Ben Abraham aparece como presidente da Sherit Hapleitá, a Associação dos Sobreviventes do Nazismo no Brasil.
Foi um “presente” descobri-lo ali, testemunha viva de tristes memórias (a passio, o sofrimento) de um povo que, duas horas e meia depois, iríamos, 150 pessoas, celebrar no auditório do Palácio da Procuradoria de Justiça do Rio Grande do Sul no Dia do Holocausto.
O principal nome da noite, e que chegou hora e meia depois do previsto, vinda de Brasília, foi a presidente Dilma. Aplaudidíssima, na chegada e na saída.

Meu apoio na van

Estaria exagerando se dissesse que Ben Abraham é simpático. Nem tem motivos para sê-lo. É, isto sim, um homem objetivo, com o braço direito marcado com o número que lhe foi queimado na carne pelos executores do campo de Auschwitz. E como deve ter ficado, o ‘pneuma’, o espírito, dessa testemunha privilegiada (doloroso privilégio) de parte do destino dado pelos nazismo a seus irmãos e minorias (ciganos, homossexuais, eslavos)?
Mas Ben Abraham é também todo disponível, como jornalista que sempre foi, a identificar personagens de seu mundo imediato e a ‘traduzir’ situações para o interlocutor (eu), que ele sabe não pertencer à sua comunidade religiosa e cultural. Assim, cumprimenta, sem se levantar, a um rabino, barba branca, chapéu preto roupas idem.

O religioso mostra-se-lhe simpático. Ele se mantém sisudo. Mal o rabino se afasta, Abraham crava:
- Ele não cumprimentou Mirian, minha mulher, porque eles não dão a mão para mulheres. Não gosto disso…

Fala-me de exageros, de fanatismos de certos grupos judaicos. Poucos é verdade.

Vou em seu auxílio, parto para a velha explicação dos latinos “in medio status virtus”. Ele concorda, fala uma frase em polonês (suponho), possivelmente completando minha definição do equilíbrio ideal, especialmente em religião: ”A virtude está no meio, não nos extremos”.
Antes de partir para a van estacionada na porta do hotel, e assim atender ao pedido do meu anfitrião, professor Manoel Knopfholz, presidente da Federação Israelita do Paraná, também e dos demais do grupo curitibano – vereador Emerson Prado (do movimento AmIsrael), líder do PSDB na Câmara de Curitiba, de sua namorada Patrícia, e do jornalista Leonardo Bessa – observo a reverência com que um jovem o trata.
Alto, sorridente, voz compassada, é Michel Schlesinger, 35, que cumprimenta o casal. Com grandes e justas mesuras. É em tudo um “elétrico”, hiperativo. Esse rabino, soube em seguida, é o substituto, há cinco anos, de outro, o famoso Henry Sobel, na Congregação Israelita Paulista (CIP), a mais importante da Capital paulista.

Nos momentos finais desse primeiro e frutífero encontro com Ben Abraham, ele me lembra que por anos escreveu coluna diária sobre política internacional na Folha da Tarde, que foi um dos mais importantes jornais paulistanos.

O tempo corre, a terra generosa que no Brasil acolheu os fugidos do nazismo, hoje vê estreitar-se esse círculo histórico de sobreviventes do Holocausto. Em São Paulo, Abraham tem ainda registrados 50 deles, homens e mulheres.

Saio, cinco minutos depois, em direção à van, já lotada. Uma jovem cede-me lugar no banco da frente, tenho certa dificuldade em subir na condução porque estou com sobrepeso. Mas eis que uma mão generosa se estende, tentando ajudar-me. É a minúscula dona Mirian, com seus olhos brilhando, tentando fazer aquilo que deve ter feito a vida toda, dar a mão ao próximo. Empertigado, Ben Abraham, a outra ponta do banco, a tudo observa, com o mesmo olhar de avaliador, talvez até pensando: “Veja como eu tinha razão, ele tem mais que 70 anos”.

A longa espera

Quando o grupo do San Rafael chega ao Palácio do Ministério Público do Rio Grande do Sul, dirigido pela procuradora Mariano da Rocha, há checagem geral dos nomes, todos passam pela aparelhagem de segurança em busca de armas e assemelhados.
Lá dentro, o toldo imenso compõe o auditório, nos jardins. Calor intenso é compensado por meia dúzia de ventiladores gigantes e farta distribuição de água mineral pela equipe de apoio das viagens presidenciais.

E começa a espera

Manoel Knophfolz vai-nos introduzindo seus amigos e conhecidos, muitos, da federação anfitriã, do RS, da Confederação Israelita Brasileira… Um deles é o desembargador Joel Paciornik, curitibano, de conhecida família judia paranaense. Simpático, Joel pede cartões de visita. Confunde-me com um médico da Santa Casa de Curitiba. Confusão desfeita, em seguida. Manoel, eufórico, prenuncia que “em breve Joel será ministro do STJ”, cujo presidente, a propósito, judeu, está presente na celebração do Dia do Holocausto de 2011.

Joel lembra, como que desestimulando precipitações, que os gaúchos sabem ocupar bem espaços. Cita, neste caso, a paranaense ministra Denise Arruda, que se aposentou e foi substituída por um gaúcho.

As autoridades vão chegando aos borbotões a partir das 18h30: Kassab, o prefeito de São Paulo, Jacques Wagner, da comunidade judaica, governador da Bahia… Numa cadeira, meio que escondido, acompanhado de um amigo, o escritor Luiz Fernando Veríssimo, muito tímido, é objeto de tietagem explícita. Lá adiante, vejo Horácio Lafer, um braço tucano na celebração, é também um dos nomes mais representativos desses filhos de Abrão, Isaac e Jacó.

Simpaticíssima, despachada, é a professora, doutora em Sociologia, dos quadros da PUCRJ, Sarita Lea Schaffel. Presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, por ela fica-se sabendo que nos fins de semana, pelo menos mil judeus sobem a serra do Rio, para atender aos flagelados pelas enchentes e deslizamentos de terra.

Apuro o olhar em direção ao meio do auditório, onde há uma clara demarcação de área restrita: dali para a frente, ninguém passa.
A presença ostensiva do pessoal da Segurança da Presidência – são dos poucos homens presentes, além dos da imprensa, que não usam o solidéu (ou quipá) – garante uma movimentação que me chama atenção. Pesquisa daqui, pesquisa dali, descubro que há, de fato (bendita curiosidade jornalística) uma encrenca armada com os homens da segurança.

E por quê? Três senhoras e três homens, percebo, estão há uma hora parlamentando com os seguranças. Alguém atende ao meu pedido e vai escutar o diálogo. Sofre um silencioso “chega para lá” dos policiais, mas volta com a história: os homens da presidente descobriram que dois dos seis que deveriam acender a vela do imenso menorá (candelabro), simbolizando os seis milhões de trucidados no Holocausto, não estavam registrados por eles.
A solução para o impasse veio pela sábia proposta de um jornalista da comunidade judaica de São Paulo:” Se eles não podem participar do acendimento das velas, não tem mais acendimento das velas…”
E nada mais se discutiu.

Dilma veio. Alívio geral

Às 20h30 os convidados davam alguns sinais de cansaço. O conjunto de instrumentos de corda, que antes apresentara alguns números clássicos, havia parado. Ao que parece, abatido pelo calor que nem os ventiladores diminuíam. Às 20h30, uma hora e meia depois da hora marcada, a presidente chega, acompanhada do governador Tarso Genro, que é filho de mãe judia. Ouço sussurros de alívio, alguns já pareciam frustrados diante da possível ausência presidencial. Palmas fortes saúdam a autoridade maior.

Não vou repetir aqui o que já foi amplamente divulgado. Registro, isto sim, a ênfase com que a presidente, encerrando a solenidade – discurso final -, prestou homenagem às vítimas do Holocausto. Disse que o Brasil repudia ditaduras e quaisquer que tentem viver aqui, no Brasil, a “brutalidade do mal”.

Dilma se dirigiu de forma muito especial a dois amigos que disse ter na comunidade judaica: Cláudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil, e Jarbas Milititsky, presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul.

Habilidosíssima, a Cláudio destinou, no final do discurso com que ele a saudou, um longo abraço, chamando-o “meu querido amigo”. Abraço amplo também para o presidente da Federação Israelita do Rio Grande, Milititsky, chamado igualmente de amigo, dentre tantos que, disse, cultivou “na minha terra, Porto Alegre”. E por várias vezes, a presidente só se referiu à sua Porto Alegre, com possessivo amor. E aos mineiros, alguma paixão? Nada explicitou.

Se alguém tinha até dúvidas de que Dilma está percorrendo seu próprio caminho, da efetividade forte sem perder uma certa pompa de estadista, a partir da celebração do Holocausto em Porto Alegre não terá mais dúvidas.

Maria do Rosário, a petista campeoníssima de votos para deputada no RS, falou no mesmo diapasão da presidente, centrado no repúdio às ditaduras, torturadores e genocidas. Tudo dentro do contexto exemplar do Holocausto.

O prefeito de Porto Alegre, Fortunatti, também ganhou afagos da presidenta (pertence ao antigo partido de Dilma, o PDT) e devolveu-lhe protesto de confiança.

Antepenúltimo marco da noite

Se Dilma encerrou sob aplausos longos, fortes, calorosos, a cerimônia, a celebração teve seu ponto ômega no começo, com três rabinos subindo ao palco, um deles lendo a benção da noite. Em seguida, os sobreviventes Ben Abraham e uma senhora, que chegara em cadeira de rodas e fora levada ao palco da celebração nos braços de três homens, foram aceder as primeiras das seis velas. Havia comoção geral. Os judeus deram sentido amplo à celebração, chamando um representante dos movimentos da raça negra, dos homossexuais além de um representante da fé Bahá’i para o acendimento das velas.

Ben Abraham, vejo-o depois, sempre com sua Mirian, com o olhar perdido no horizonte, não parecia distinguir as pessoas ao derredor. Era todo emoção. Havia assistido, como todos nós, o vídeo que fala de como viveriam hoje as crianças, 1,5 milhão delas mortas no Holocausto, se vivos estivessem hoje. Deve ter-se lembrado de tantas que conheceu naqueles dias “terribilis”.

Para mim e os companheiros de meu grupo, a noite se encerrou no jantar oferecido pelo Federação gaúcha no San Rafael. Por ali vi desfilar gente que fui conhecendo, alguns, e revendo, outros, como: Eduardo Wurzmann, Miguel Krigsner, Marcel Hollender, Joel Rechtman, Mauro Terpins, Fernando Lottenberg, Silvia Perlov, Julia Guivant (presidente da Federação de SC)…

Tento, sozinho, fazer meu balanço do que vi e ouvi. Procuro resumir conversas, como a que tive com Miguel Krigsner e o presidente do IBMEC, Eduardo Wurzmann, todos impressionadíssimos com as falas de Dilma. E, grande surpresa, com o diferenciado discurso de Maria do Rosário, a ministra dos Direitos Humanos, que pela vez primeira – garantiu – dirigiu-se à comunidade judaica, e a Dilma como presidente do país numa solenidade.
Concordo com os avaliadores, mais qualificados que eu, particularmente para pesar o quanto de compromisso na luta antissemita estaria embutido na fala presidencial, mesmo que de forma oblíqua.

Quando estávamos nessa satisfatória avaliação, aproxima-se um senhor, conhecido de parte daquele grupo. Ele diz ver “perigos” e não gostar, “quando se tenta aproximar o episódio único de Holocausto” de crimes “de ditaduras”. Acha que não há comparações possíveis com a barbárie que eliminou seis milhões de uma população de então existentes 13 milhões de judeus.

Eu, cá com os meus botões, fiquei, isso sim, matutando nas palavras de forte testemunho que ouvira horas antes ditas por Ben Abraham: “O Brasil nos recebeu de braços abertos, nada igual ao Brasil”.

E também em iniciativas como a do vereador de Porto Alegre, que viu transformada em lei sua proposta de as escolas da Capital gaúcha introduzirem noções sobre a chamada “Solução Final” de Hitler. Mesma iniciativa que o vereador Emerson Prado (PSDB) começa a desenvolver em Curitiba.
Esses são sinais claros de que o esforço de gente como Ben Abraham não foi em vão, nem que a morte de seis milhões – dolorosa para a humanidade – não tenha gerado alguma lição.

* Aroldo Murá G. Haygert é professor e jornalista. A presente coluna foi publicada dia 28/1/2011 no jornal Indústria & Comércio
(www
.icnews.com.br/2011.01.28/colunistas/aroldo-mura/celebrar-e-preciso/)

 

 

 


A coordenadora do Conselho  da Mulher Executiva (CME), da Associação Comercial do Paraná, Kazuco Akamine

Maria Elisa Paciornik recebe troféu
"Mulher, Simplesmente Mulher"

A advogada curitibana Maria Elisa Ferraz Paciornick, foi homenageada dia 16/3 pelo Conselho da Mulher Executiva, da Associação Comercial do Paraná (ACP), com a entrega do troféu “Mulher, Simplesmente Mulher”, em cerimônia realizada no Restaurante Madalosso.

A entrega foi feita durante um almoço, na presença de grande público, autoridades e amigos, como a secretária de Administração da Prefeitura de Curitiba, Dinorah Botto Portugal Nogara e Euclides Scalco, citados no discurso de Maria Elsia, além da cônsul do Uruguai em Paranaguá, Leda da Silva Pedroso Borges; da República do Peru, Luiz Henrique Sossella, entre outros.

Agradecimento e lembrança

Em seu discurso, ao receber o prêmio, Maria Elisa Paciornik disse: “Recebo este troféu com muita alegria e sem nenhum constrangimento. Não por achar que mereço, mas em nome de todos os presentes e aqueles que já não estão mais entre nós, mas que influenciaram o meu desenvolvimento pessoal e profissional, pois somos a somatória do DNA de todos aqueles que conhecemos em nossa caminhada”.

Em outro trecho, declarou: “Eu costumo dizer que fui de tal forma abençoada nesta vida que fico muito agradecida pela preferência desavergonhada que D-us tem por mim”. A seguir, recordou a família, seu marido, Jaime Paciornick, seus filhos, amigos, colegas de trabalho e ex-chefes, como o ex-governador Jaime Lerner e ex-ministro Euclides Scalco.

Atuação intensa

Maria Elisa Ferraz Paciornick foi escolhida pelo Conselho da Mulher Executiva, da Associação Comercial do Paraná (ACP) para receber o troféu “Mulher, Simplesmente Mulher”, uma homenagem às mulheres paranaenses pela passagem do Dia Internacional da Mulher.

Formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi diretora da Fundação Cultural de Curitiba (FCC). No segundo governo de Jaime Lerner, foi secretária de Administração e, na iniciativa privada, ocupou a diretoria da montadora francesa Renault, no período de sua instalação no Estado. Entre outros cargos, representou o Brasil na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).

Casou-se com o médico Jaime Paciornick, falecido em acidente de carro junto com o filho mais novo.
Ela sempre soube conciliar a gerência do lar com as atividades profissionais. Após a morte do marido e do filho concentrou sua energia em ações de apoio ao Hospital de Clínicas, na Associação Amigos do HC, e às obras do Frei Miguel, na Vila Nossa Senhora da Luz. Recentemente, aceitou a coordenação de um grupo, do qual participam representantes da Associação Comercial do Paraná e de outras entidades, para promover a revitalização do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná.

Força transformadora

Para a coordenadora do Conselho da Mulher Executiva (CME), Kazuco Akamine, Maria Elisa “é uma mulher espetacular, com um currículo maravilhoso, que encontrou em sua dor a força transformadora para gerar conhecimento e criar. Ela é um bom exemplo do chamado sexo frágil que soube galgar espaço e contribuir em áreas mais comuns aos homens. Em vez de levantar bandeiras pela causa feminina, preferiu trabalhar, realizar obras e, assim, mostrar de modo concreto a igualdade dos gêneros”, ressaltou.

Por sua vez, o presidente em exercício da Associação Comercial o Paraná, Sinval Zaidan Lobato Machado, destacou que “homenageamos uma mulher absolutamente comprometida com o bem, em tempos que exigem de cada um de nós a mais profunda reflexão. A vida e as atitudes de Maria Elisa nos fazem refletir sobre qual o nosso verdadeiro papel como cidadão”.

Importância da mulher

O troféu “Mulher, Simplesmente Mulher” é conferido àquelas que tenham se destacado na participação política, econômica e social do Estado e do País e é entregue pelo CME desde 1995. Nomes de destaque feminino como Fernanda Montenegro, Helena Kolody, Fanny Lerner, Emília Belinati, Regina Helena Portes, Juril Carnascialli, Delise Almeida, Maria Christina de Andrade Vieira e Regina Coeli Machado, entre outras já receberam o prêmio.

Discurso

Todas as pessoas quando recebem uma homenagem, afirmam estão constrangidas, por que não merecem; vou ser diferente; vou receber este troféu, que o Conselho da Mulher Executiva da Associação Comercial do Paraná generosamente me confere, com muita alegria, e  sem qualquer constrangimento. Não é para concluir que sou pretensiosa, que estou achando que mereço; penso que merecem as inúmeras pessoas que estão aqui e outras tantas (demais, já para meu gosto) que não estão mais entre nós e que influenciaram decisivamente no meu desenvolvimento; a gente não é nada sozinho; nada mesmo. Somos o somatório de nosso DNA, das influências que recebemos durante todo nosso percurso nesta vida. Vamos seguindo, aprendendo, mudando, a cada dia, enquanto dura esta vida.

Talvez vocês esperem hoje, que eu conte alguma coisa que fiz durante minha vida profissional; foram inúmeras. Se for para contar alguma coisa, diria que, por exemplo,  montamos muitas estruturas, desenvolvemos projetos super interessantes, de acordo com a filosofia do plano diretor de urbanismo que era implantado na década de 70; o mais importante deles, talvez, me parece, foi a alfabetização de 2.500 funcionários da Prefeitura; foi lindo e gratificante e resultou em uma matéria muito interessante na revista Exame, na época, cujo título era “Elefantes que dançam balé”. Falavam sobre estruturas pesadas, mas que conseguiam realizar algumas coisas importantes. Ou terá sido o trabalho para a vinda da Renault para o Paraná? Foram muitas coisas; mas eu gosto mesmo é de gente e é sobre gente que eu gostaria de falar.
Na verdade, o fundamental em qualquer trajeto de vida, foram as pessoas que “semearam” em mim valores, conceitos, ideias.

De tudo que fiz na vida, a mais fundamental e gratificante foi a maternidade; estão aí, na minha opinião “imparcial”  meus lindos e inteligentes filhos e companheiros de luta, Germano, Rui e Pedro. Todos filhos do Jaime Paciornik,  grande companheiro que foi meu ponto de equilíbrio na vida.

Hoje, os rapazes já estão me trazendo maravilhosas filhas: Fabíola, Daniela e Laís.

Tive a sorte de nascer em uma família do bem; aprendi incríveis lições com minha mãe, Lenita, que está aqui, como, por exemplo, a fidelidade aos amigos; e ao meu pai, que já se foi, a ética, a retidão, a não aceitar nada que venha em detrimento da nossa dignidade pessoal.

Foi com o dr. Rui Ferraz de Carvalho, com Milton Meneses e José Hosken de Novais, que aprendi a ter um imenso respeito pela coisa pública, a não usufruir de nenhum benefício pessoal, pago com recursos da população.

Aprendi com meus professores na escola e fora dela. No meu colégio de menina, não havia o abominável instituto da “delação premiada”...  Cabia  a nós mesmos dizer quando fazíamos algo errado, para não prejudicarmos os demais. Aprendemos a ser honestas conosco e com o próximo.

E com minhas amigas e amigos, então, faltam-me palavras para expressar minha gratidão a minhas amigas e amigos; me considero uma pessoa que sobreviveu graças a eles: quando mais precisei, pois uma tragédia se abateu sobre nossa vida, eles me acudiram de todas as maneiras possíveis e conseguimos, graças a eles, nós 4 , retomarmos  o curso da vida; a cada tropeço, uma mão amiga amparava. Até hoje é assim.

Tive incríveis lições também com alguns chefes que tive na minha já bem longa vida profissional: falo de Jaime Lerner, Saul Raiz, Fanchette Rischbieter, Rafael Dely, Nireu Teixeira, Jose Carlos Gomes de Carvalho, João Carlos Ribeiro. Com cada um, aprendi e tenho aprendido um pouco: a trabalhar pelos resultados, a seguir uma filosofia e não agir dispersadamente, a gerenciar pessoas e, sobretudo, permitir que elas se desenvolvam e se tornem muito, mas muito melhores do que eu; tenho assim, muitos filhos profissionais, de muito sucesso, como Dinorah Nogara, Monica Rischbieter, só para citar alguns.

Descobri cedo que a gente precisa se cercar de gente muito inteligente, se não a mediocridade avança e toma conta de nós.

Pessoas inteligentes são uma fonte de sabedoria. E também de gente do bem; acho que estamos formando uma “Corrente do Bem“ na Associação dos Amigos do HC, que não só ajuda o hospital, como faz bem a nós mesmos.

Tenho acompanhado com carinho o crescimento profissional da nossa equipe na Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas.

Foi lá no Hospital que percebi o preparo e a garra com que salvam pessoas. Salvaram meu Felipe e eu nunca mais me afastei de lá.

Aprendi com meu marido, a ser mais segura e mais forte e aprendo diariamente com meus filhos, todos eles: Germano, Rui, Pedro e Felipe, quando ainda estava conosco.

De minha vida profissional, posso dizer que me considero uma semeadora; fui plantando sementinhas aqui e ali; nunca estive perto, na época da colheita, coisas do serviço público. Mas, de vez em quando, encontro alguém que trabalhou comigo e percebo que uma daquelas sementes germinou. E agradeço a D-us, por ter me dado a oportunidade de semear.

Encerro minha fala com um pequeno texto meu, que simboliza exatamente o que sinto no momento:
“Tenho sido de tal forma, abençoada nesta vida, que fico até constrangida da preferência descarada, que D-us tem manifestado por mim.”
Obrigada.



Mari Elisa Ferraz Paciornik durante seu discurso na homenagem que recebeu

 


O almoço em que Maria Elsia recebeu o prêmio no restaurante Madalosso
 

O presidente em exercício da Associação Comercial o Paraná, Sinval Zaidan Lobato Machado
 
 

 

Curitiba acende velas de Chanucá

A comunidade Israelita de Curitiba acendeu as velas de Chanucá no Centro Israelita do Paraná e na Praça 29 de março, em evento tradicional realizado há mais de 25 anos pelo Beit Chabad com o apoio da Prefeitura e das entidades judaicas locais.

No CIP, a festa foi realizada no dia 1/12 à noite, quando foi acesa a primeira vela de Chanucá em meio a uma grande quantidade de membros da comunidade.

No domingo, dia 5/12, foi a vez de acender as luzes da chanukiá gigante montada na Praça 29 de março.

Estiveram no palco de onde a festa foi comandada, os rabinos Yossef Dubrawsky, do Beit Chabad, Pablo Berman, da Sinagoga do CIP. Ester Proveller, presidente da Kehilá; Francisco Grupenmacher, presidente do Beit Chabad Curitiba e Ari Zugman, diretor da Federação israelita do Paraná.

 


 

 

 

B’nai B’rith realiza Jornada do Holocausto
com a Secretaria Municipal da Educação

A B'nai B'rith do Paraná, através de sua Loja Chaim Weizmann realizar dia 2/12 a XIII Jornada Interdisciplinar Sobre o Ensino do Holocausto, ( a terceira no Paraná) num evento que durou das 8h da manhã, às 17h, no Centro de Capacitação da Prefeitura de Curitiba. A Jornada teve co-patrocinadora a Secretaria Municipal de Educação e Cultura. E o apoio da Comunidade Israelita do Paraná (Kehilá) e da Federação Israelita do Paraná.

Participaram da abertura do evento, a secretária municipal da Educação, Eleonora Fruet, o presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, a presidente da Kehilá, Ester Proveller, o presidente da B’nai B’rith, Leon Knopfholz, o secretário da BB, Isaac Cubric, a professora Maria Luiza Tucci Carneiro, além e professores e membros da comunidade.

Ao abrir o evento, Leon Knopfholz recordou os 65 anos do término da Segunda Guerra Mundial e ressaltou que “é preciso aprender que a virtude está na diversidade, que não há homem superior ao outro, doutrina superior a outra, e que a inclusão e a receptividade são as verdadeiras garantias ao êxito social”.

A Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto  teve como palestrantes a professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Arqshoah - LEER-USP  falando sobre “Holocausto: abordagens multidisciplinares”, professor Wilson Maske da PUC/PR sobre “Por que a experiência nacional socialista foi possível na Alemanha?”, dr. Túlio Chaves Novaes, promotor e doutorando do LEER-USP sobre As Leis de Nuremberg: a institucionalização da exclusão e das minorias durante o nazismo.

Foi apresentado um vídeo da cena teatral: “A canção da judia de Varsóvia, poema de Jorge Amado” e também um trabalho da artista plástica Guita Soifer sobre o Holocausto. O rabino da comunidade israelita de Curitiba, Pablo Berman, também esteve presente e dirigiu algumas palavras aos presentes.

A sobrevivente do Holocausto que vive em Curitiba, Sara Goldstein, prestou testemunho sobre sua vida, com o auxílio do neto Sivan Mauer. Também deu seu depoimento a sobrevivente Nanette Konig, que vive em São Paulo, e que foi colega de escola e amiga de Anne Frank. As duas palestras finais foram “ O diário de Anne Frank” com a professora Marili Berg; de Porto Alegre e “Neonazismo, uma perigosa realidade”, com professor Antônio Carlos Coelho, de Curitiba. 


 

 

Avraham Milgram, do Yad Vashem, fez palestra sobre os 72 anos da Kristallnacht

Curitiba terá nova sinagoga
e memorial  do  Holocausto


Com a presença de mais de 500 pessoas da comunidade israelita de Curitiba, foi realizado no domingo 7/11 o ato de lançamento da pedra fundamental da Sinagoga Beit Yaacov e do Memorial do Holocausto — o primeiro do Brasil. A iniciativa da construção é do empresário Miguel Krigsner e sua família, que durante a cerimônia apresentaram ao público o projeto arquitetônico do prédio que será erguido em terreno do Centro Israelita do Paraná (CIP). A Associação Casa de Cultura Beit Yaacov e a Kehilá do Paraná, que convidaram toda a comunidade para o evento, promoveram também na mesma tarde, uma palestra do historiador Avraham Milgram, do Yad Vashem, de Jerusalém, cujo tema foi “Evocando a memória e a vida” para recordar os 72 anos da “Noite dos Cristais” (Kistrallnacht).
Milgram, que é argentino de nascimento, mas passou sua infância e juventude em Curitiba, onde foi ativo participante do Habonim Dror — e onde ficou conhecido por Tito —, vive hoje em Israel. Ele falou ainda de seu novo livro “Fragmentos de memórias”, escrito em parceria com outros antigos integrantes do Dror sobre reminiscências do movimento sionista.  Ao final do evento ele autografou o livro.

Sinagoga e memorial

A solenidade foi prestigiada por três rabinos: Pablo Berman, do CIP; Yossef Dubrawsky, do Beit Chabad de Curitiba; e Simón Moguilevsky, de Buenos Aires, e que por anos foi rabino da comunidade local. Além deles, estiveram presentes também o representante do Keren Kaymet de Israel no Brasil, Arie Edelheit e dirigentes de todas as organizações judaicas de Curitiba. Toda a cerimônia aconteceu sob uma huppá, significando o compromisso de toda a comunidade com o projeto.

O lançamento da pedra fundamental da nova sinagoga da comunidade e do memorial do Holocausto de Curitiba foi simbolizado com o fechamento da Caixa da Memória, uma espécie de cápsula do tempo, idealizada para ser enterrada junto com o marco inicial da construção e ser aberta somente no ano de 2200. A caixa contém documentação composta por um resumo histórico da coletividade fornecida pelo Instituto Cultural Judaico Brasileiro “Bernardo Schulman”, a relação dos membros, a lista dos presentes à solenidade, mensagens e diretorias das instituições da comunidade, exemplares dos veículos de comunicação, desde o antigo “O Macabeu” até os atuais “Kesher” e “Visão Judaica”, além de discursos pronunciados no evento e fotografias registrando o acontecimento.

A primeira a discursar foi a presidente da Kehilá do Paraná, Ester Proveller, que destacou a importância da sinagoga para uma comunidade, historiando sobre a evolução da mesma através dos tempos, desde que o Segundo Templo foi destruído em Jerusalém. Depois o rabino o rabino Simón Moguilevsky dirigiu algumas palavras ao público. Ele relembrou dos nove anos em que esteve à frente da direção religiosa em Curitiba, e a seguir o rabino Pablo Berman, que citou passagens bíblicas e evidenciou a comunidade e a doação e o emprenho da família Krigsner na construção da nova sinagoga.

O empresário Miguel Krigsner também falou na ocasião, sobre os motivos individuais e comunitários que o levaram à decisão de construir uma nova sinagoga em Curitiba com o apoio de sua família. Expressou a todos os presentes sua mais profunda emoção em poder concretizar um projeto em memória der seus pais, em nome de quem a obra vai ser construída. Ele observou ainda que sempre teve um envolvimento muito grande com a gestão da comunidade, recordando que, dez anos atrás, após muito trabalho e discussão comandou a implantação da Kehilá na comunidade,  constituindo-se assim um novo sistema de administração integrada. Em seguida, leu uma carta de sua família dirigida á comunidade israelita do futuro e a inseriu na Caixa da Memória.

O rabino Pablo Berman, acompanhado de Daniele Nathan, e do tecladista Hélio, da Banda Happy Days, cantou em hebraico “Al kol eile”. Para a consagração e o ponto alto da cerimônia que sensibilizou todos os presentes, tocaram o shofar, ao mesmo tempo, os rabinos Pablo Berman, Yossef Dubrawasky e os membros da comunidade Viktor Baras, Rafael Barbalat e David Engelman. Ao final, foi servido um coquetel nos salões do CIP, ao som da música klezmer, tocada pelo conjunto Klezmorim.

Fotos: Rafael Danielewicz e Szyja Lorber

Público lotou mo auditório do CIP na palestra
A presidente da comunidade, Ester Proveller, fala durante o lançamento da pedra fundamental da nova Sinagoga e do Memorial do Holocausto
Discurso do rabino da comunidade Pablo Berman
O empresário Miguel Krigsner leu carta de sua família à comunidade do futuro
Toque do shofar, o ponto alto do evento
O conjunto Klezmorim animou a tarde com música judaica

 

 


Funcionários da BPP observam os livros doados pela comunidade israelita

Biblioteca Pública recebe nova doação
de livros da comunidade israelita do PR

Os livros, cuja maioria é de temas judaicos, entre eles, história, religião, tradições, cultura, romances e etc. somam-se às duas partidas já doadas nos dois anos anteriores.

“As doações são uma espécie de retribuição da comunidade judaica ao Paraná e ao seu povo por ter recebido de braços abertos e de maneira gentil os imigrantes judeus que chegavam da velha Europa em busca de melhores oportunidades de vida e fugindo das perseguições e do preconceito”, explica Sara Schulman, presidente do Instituto Cultural Judaico Brasileiro “Bernardo Schulman” (ICJBS), que mantém uma biblioteca no Centro Israelita do Paraná e organizadora das doações, à Biblioteca Pública do Paraná – BPP. Recentemente, a comunidade celebrou os 120 anos da imigração judaica ao Paraná.

Em nome da BPP, Maria da Graça Simão Gonçalves, chefe da Divisão de Difusão Cultura, discursou, agradecendo a comunidade israelita pelas doações efetuadas. À solenidade de entregados livros, efetuada no gabinete da Diretoria da Biblioteca, estiveram presentes também Clarice Hain Taborda, assessora técnica da BPP; Célia Galbinsky, vice-presidente do ICJBS, Szyja Lorber, diretor de Comunicação da Federação Israelita do Paraná e diversos funcionários da Biblioteca Pública.

Fotos: Szyja Lorber

Maria da Graça S. Gonçalves, Sara Schulman, Célia Galbinsky e Clarice H. Taborda

 

 


Claudio Lottenberg, presidente da Conib, foi homenageado, tomando posse como membro da Academia Amazonense de Medicina.

Federação Israelita do Paraná na
convenção da Conib em Manaus

A Federação Israelita do Paraná (FEIP) esteve presente à 41ª Convenção da Conib, em Manaus, dias 19 e 20 de novembro. Foram convidados pela Confederação Israelita do Brasil, para participar do encontro, Manoel Knopfholz, presidente da FEIP e os vice-presidentes Nathan Kulisch e Léo Kriger.
Os participantes foram recepcionados na sexta-feira 19/11 pelo presidente do Centro Israelita do Amazonas (CIAM), Davis Benzecry, e em seguida assistiram a abertura pelo presidente da Conib, Claudio Lottenberg.

Entre os palestrantes da manhã do primeiro dia da convenção estiveram o embaixador de Israel no Brasil, Guiora Becher, que falou sobre “A embaixada de Israel e sua interação com a comunidade judaica organizada”. Manoel Knopfholz, eu fez um relato sucinto sobre a Federação do Paraná, no espaço reservado aos presidentes de todas as federadas que apresentaram relatórios na parte da manhã e no início da tarde.

Ainda no período da tarde do dia 19, os jornalistas Jaime Spitzcovsky, Ricardo Besen, Renato Aizenman falaram sobre as “novas ferramentas da Conib na comunicação”. Ao anoitecer, houve um Cabalat Shabat, seguido de jantar, quando foi feita a entrega do Prêmio Samuel Benchimol e foi abordado o tema “Os 200 anos da imigração judaica à Amazônia” por Isaac Dahan.

Na manhã do dia 20, o jornalista Carlos Brickmann, de S. Paulo, e o economista Ivo Bucaresky, do Rio de Janeiro, falaram sobre “O cenário político no Brasil em 2011”, num painel moderado por Henry Chmelnitsky, segundo vice-presidente da Conib. Depois, com a moderação do presidente Claudio Lottenberg, o tema foi “Ação política da Conib em 2011”.

“Novas lideranças e movimentos juvenis” foi o assunto enfocado por Rafael Stern (RJ), sheliach de juventude do CIAM e por Boris Ber e Ricardo Berkiensztat da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).

Na parte da tarde o jornalista Caio Blinder falou sobre “As tensões e as ameaças no Oriente Médio em 2011”, houve um balanço do evento com Octavio Aronis, assessor da Conib e encerramento. No início da noite, teve lugar uma solenidade em homenagem a Claudio Lottenberg, como membro da Academia Amazonense de Medicina.

O presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, em seu relato na Convenção da Conib abordou as ações responsivas e proativas que a FEIP vem adotando desde que assumiu a entidade. Na área da Comunicação falou sobre o site www.feipr.org.br em conexão com a Conib e do Projeto Hasbará, do relacionamento com comunicadores de veículos da mídia impressa e eletrônica, da divulgação das atividades da Federação e da nova identidade visual.

No campo administrativo mencionou a profissionalização, aquisição de equipamentos e da nova estrutura física. Entre os projetos realizados, o Programa de TV Shalom Paraná para divulgação de assuntos judaicos, a palestra com a professora Maria Lucia Victor Barbosa, de Londrina, sobre “Política Externa Brasileira”, o projeto de lei para tornar Rosh Hashaná, Yom Kipur e Chanucá o pontos facultativos junto ao município. Outro aspecto a ser mencionado é o apoio à B’nai B’rith para a realização da III Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto, a parceria com a PUC e o Instituto de Memória no evento “História e Memória do Holocausto no contexto da Segunda Guerra Mundial” para professores universitários e a participação junto a Câmara Municipal de Curitiba sobre a proposta da inserção de conteúdo do Holocausto na disciplina de história junto às escolas municipais.

No campo político foi destacada a ação da FEIP na co-edação da Carta de Princípios com a Conib entregue aos candidatos à Presidência da República, e a elaboração e entrega de carta semelhante aos candidatos nas eleições paranaenses.


 

 


Ilana Lerner fala sobre o prêmio, os projetos e sobre sua mãe, Fani

Cuidando com Arte e Alegria vence
o primeiro Prêmio Fani Lerner

O Projeto Cuidando com Arte e Alegria, da ONG Arte & Alegria foi o grande vencedor da primeira edição do Prêmio Fani Lerner. A entidade recebeu a premiação de R$ 5.000,00 dada pela organização e um curso de gestão patrocinado pelo Instituto HSBC Solidariedade. O projeto, uma parceria com o Hospital das Clínicas, visa ajudar a compreensão e o tratamento das crianças internadas que passarão por cirurgias ou tratamentos oncológicos (veja Box com os detalhes do projeto).

Os prêmios foram entregues no dia 11/11 (quinta-feira), em solenidade no Centro Israelita do Paraná (CIP), na presença de Ilana Lerner, filha de Fani, Ester Proveller, presidente da Comunidade Israelita, Chloris Justen, presidente da Academia Paranaense de Letras, Alexandrine Rodrigues, representando a futura primeira-dama do estado Fernanda Richa, Ida Regina Moro Milléo, representando a secretária municipal da Educação, Eleonora Fruet, e Kalel Menzes, do Instituto HSBC de Solidariedade. Ilana Lerner abriu a tarde com um comovente discurso sobre sua mãe, explicando que o prêmio era um projeto dela que a família está levando adiante. E Chloris Justen, que foi professora de Fani, também fez discursou no final, traçando um perfil de Fani Lerner.

Foram mais de 50 trabalhos inscritos em várias categorias, entre elas, contraturno, bibliotecas, apadrinhamento infantil, iniciativas culturais, proteção de crianças em situações de risco e da área de saúde. A comissão julgadora formada por Ester Proveller, Chloris Justen, Fernanda Richa, Eleonora Fruet e Wanda Engel, procurou em seus critérios de avaliação iniciativas que primaram pela sua criatividade, possibilidade de reprodução, originalidade e sustentabilidade.

Além do vencedor, o Prêmio Fani Lerner distribuiu R$ 1.000,00 aos projetos Oba! Vou comer de garfo e faca! (Centro de Educação Infantil Tia Bety), Projeto APAV (Associação Paranaense Alegria de Viver), Conscientização e Prevenção (CMEI Servidores I) e Pacto pela Vida (Centro Integrado de Prevenção Marisa Pires Sella). O Projeto Parceria Nota 10 (IPCC) ficou com a Menção Honrosa e outros 15 projetos foram certificados.

O Prêmio
Concedido pelo Instituto Jaime Lerner, o Prêmio Fani Lerner é destinado a instituições sociais de todo o Paraná, que apresentem iniciativas voltadas à melhoria da qualidade de vida, contribuindo na promoção, proteção e defesa de direitos de crianças de zero a doze anos. A idéia é criar um banco de iniciativas para todo o estado, usando os projetos como referências de gestão.

O Premio homenageia Fani Lerner, mulher do ex-governador Jaime Lerner falecida no ano passado. Fani Lerner teve seu trabalho social reconhecido pela UNICEF com o prêmio Criança e Paz e foi a primeira latino-americana a receber o Prêmio Kellogg’s para o Desenvolvimento da Criança, oferecido pela organização americana World of Children, em parceria com a instituição Hannah Neil. A premiação é a mais importante do mundo na ação social voltada à criança.

Box 
Projetos vencedores

1º. Cuidando com Arte e Alegria - Arte & Alegria. Curitiba

Desenvolvido com crianças do SUS portadoras de neoplasia em tratamento ambulatorial ou pacientes da Unidade de Cirurgia Pediátrica o projeto fornece orientações para esclarecer as crianças e seus familiares a respeito da doença, tratamento, quimioterapia, pré-operatório e cirurgia de forma lúdica.

O projeto visa humanizar o atendimento e minimizar fatores estressantes decorrentes dessa situação. Além de sistematizar a assistência de enfermagem à criança portadora de neoplasia ou pré-operatório, proporciona à criança e seus familiares a compreensão básica a respeito dos procedimentos médicos a que enfrentarão.

Os voluntários da ONG Arte e Alegria utilizam uma história teatralizada para cada uma das situações com a supervisão da equipe de enfermagem especializada. As crianças também são apresentadas a diversos materiais médicos - estetoscópios, cateteres, seringas, dentro das histórias e da caracterização dos voluntários. Uma equipe multidisciplinar participa da fundamentação das histórias.

O projeto tem colaborado muito na compreensão do tratamento e dos procedimentos médicos. Além disso, o projeto tem facilitado o processo de ambientação e a própria recuperação das crianças.

2º. Oba! Vou comer de garfo e faca! - Centro de Educação Infantil Tia Bety. Curitiba

O CEI Tia Bety resolveu o problema do grande desperdício de comida e também, trabalhou a autonomia das crianças, desenvolvendo sua postura na hora de comer, oportunizando, valorizando e introduzindo uma nova gama de alimentos. Os benefícios se estenderam às famílias e como prêmio pela conquista, as crianças foram todas almoçar num restaurante e conhecer o Mercado Municipal.

3º. Alegria de Viver - Associação Paranaense Alegria de Viver. Curitiba

A finalidade desse projeto é abrigar crianças portadoras de HIV/AIDS abandonadas ou em situação de risco. A entidade tem uma casa de apoio que proporciona infra-estrutura adequada ao tratamento e desenvolvimento da qualidade de vida. A entidade ainda providencia assistência domiciliar a famílias que possuem crianças portadoras de HIV.

4º. Conscientização e Prevenção: instrumentos contra a violência sexual das crianças - CMEI Servidores I. Curitiba

De forma lúdica, o projeto visa conscientizar as crianças sobre atitudes que devem tomar para a prevenção contra sua integridade, principalmente contra abusos sexuais. Oferecendo as crianças atividades diversificadas e reflexivas que as façam perceber os perigos á sua volta e quais atitudes devem tomar para se protegerem.

5º. Pacto pela Vida - AMCIP Centro Integrado de Prevenção Marisa Pires Sella. Curitiba

Esse projeto visa realizar atendimento especializado de reabilitação infantil com foco na independência, socialização e inclusão sócio educacional. Atende prioritariamente crianças recém-natas de alto risco e visa estimular a criança antes que o dano se instale. Implantou duas franquias sociais inéditas: LEKOTEK e SNOEZELEN/MSE.

6º. Abrindo uma janela para o mundo - CMEI Oswaldo Cruz I. Curitiba

Ouvindo o relato das crianças que os pais pouco lêem, pensou-se em oportunizar no CMEI um momento onde as famílias pudessem desfrutar do universo da contação de histórias e leitura, desenvolvendo uma saudável rotina e formando novos leitores. A proposta prevê ainda a melhoria no relacionamento familiar. Um espaço especial foi criado e houve agendamento de horários especiais com as famílias.

7º. Conhecer para Aprender - Escola Municipal Lucídio Florêncio Ribeiro.  Campina Grande do Sul

Desenvolvido com 15 turmas, num total de 380 alunos do ensino fundamental, este projeto procurou fazer um trabalho no qual as crianças se interessassem por conhecer e apreciar os diferentes ambientes culturais para tornarem-se cidadãos conscientes de seus direitos e deveres e agentes transformadores de seu meio.

8º. Coral Infantil Dikaion - Associação Beneficente Dikaion. Piraquara

A Associação Beneficente Dikaion se propõe a ser um espaço cultural múltiplo e uma casa de apoio a crianças e adolescentes, muitos deles surdos e mudos. O Coral Infantil é a sua principal manifestação e engloba o Coral Mãos em Cena com as crianças portadoras dessas deficiências. Atualmente se apresentam em diversos eventos cívicos, religiosos e empresariais dentro e fora de Piraquara.

9º. Uma viagem através da história da arte: dos homens da caverna a Candido Portinari - Lar Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Curitiba

 Ampliar o conhecimento de mundo e possibilitar o melhor desempenho cognitivo, valorizar a auto-estima através da valorização das produções realizadas, estimular a reflexão sobre a arte e desenvolver o senso crítico são os principais objetivos desse projeto que também melhorou a qualidade do ensino e estimulou a interdisciplinaridade.

10º. Informática Básica para Crianças e Adolescentes – ACSEL Associação Casa da Sopa Euclydes de Lima. Umuarama

O projeto é uma iniciativa da ACSEL, uma instituição fundada para dar continuidade ao trabalho social realizado pelo Sr. Euclydes de Lima e mantido pela sua família. A entidade atende 72 famílias em diversas frentes. Visando ampliar a atuação social, deu início ao projeto de informática para crianças e adolescentes promovendo o suporte educacional de aquisição e qualificação de conhecimento.

  • Menção Honrosa
    ·        Parceria Nota 10 - IPCC Instituto Pró-Cidadania de Curitiba. Curitiba
    Certificados
    ·        Protagonismo Familiar - Fundação Iniciativa. Curitiba
    ·        Biblioteca Popular Paulo Freire - Caritas Arquidiocesana de Londrina. Londrina
    ·        Projeto Reforço Escolar - Associação Beneficente Rosanna Cattalini.  Colombo
    ·        Despertando Crianças para o Futuro - Casa dos Pobres São João Batista. Curitiba
    ·        Em Busca de Um Mundo Melhor - Liga das Senhoras Católicas de Curitiba. Curitiba
    ·        Índios: quem são e como vivem - CMEI Lygia Carneiro. Curitiba
    ·        Apadrinhamento Afetivo - Projeto Recriar. Curitiba
    ·        Apadrinhamento Afetivo - Associação das Senhoras de Rotarianos. Umuarama
    ·        Hip Hop: Dança e Cultura do país de origem - CMEI Boa Vista. Curitiba
    ·        Buscando Caminhos - Associação de Proteção a Maternidade e a Infância. Bom Jesus do Sul
    ·        Meninos do Futuro - Ação Social São Vicente de Paulo. Toledo
    ·        Projeto Gente - Gente de Quedas do Iguaçu -. Quedas do Iguaçu
    ·        A Chamada da Florisbela - Centro Municipal de Educação Infantil Itatiaia. Curitiba
    ·        Brinquedotecas em Ação - Ação Social do Paraná. Curitiba
    ·        Casa da Leitura Zélia Gattai - Casa da Leitura Zélia Gattai. Barra do Jacaré

Fotos: Szyja Lorber


Diversas instituições receberam certificação do prêmio


Projetos que trabalham com crianças receberam distinções

Uma comissão julgadora escolheu os melhores projetos do Paraná

Da esquerda para a direita: Rabino Pablo Berman, Ilana Lerner, Ester Proveller, Chloris Justen, Alexandrina Rodrigues e Ida Regina Moro Milléo

Público presente à entrega da premiação

Representante do 1º lugar, Cuidando com Arte & Alegria recebe o prêmio

Chloris Justen, presidente da Academia Paranaense de Letras

 

 


Da esquerda para a direita: Osias Wurman, Helena Grynbaum, Helena Kelner,
Manoel Knopfholz, Miguel Krigsner, Caio Blinder, Suzana Wurman e uma chaverá da Wizo

Curitiba debate futuro da Wizo no Brasil

Com o tema “Jovem Wizo 90 anos projetando o futuro”, realizou-se em Curitiba, sob o patrocínio dos grupos O Boticário e Positivo Informática, o Seminário Brasileiro Aviv Lapid – Wizo. O evento teve início na sexta-feira, 15/10, com um cabalat shabat na sinagoga do Centro Israelita do Paraná (CIP), dirigido pelo rabino Pablo Berman, quando falaram a presidente da Wizo Brasil, Helena Kelner, e o cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro, Osias Wurman. Os eventos aconteceram no Centro Israelita do Paraná (CIP) e no Hotel Quality.

No sábado, 16/10, aconteceram palestras para as ativistas, destacando-se as realizadas por Regina Lucia Brener, presidente da Wizo Paraná, Manoel Knopfholz, presidente da Federação Israelita do Paraná, Ana Marlene Starec, presidente de honra da Wizo e Helena Kelner, presidente da Wizo Brasil. Na noite de sábado, após o jantar festivo, foi apresentado um show de tango, da Academia Dance Mais para a animada plateia. 

O encerramento do evento foi na manhã de domingo, 16/10, quando foi apresentado, para um auditório lotado por chaverót, ativistas comunitários e personalidades públicas da comunidade, o painel interativo “O futuro do judaísmo na diáspora e em Israel”, com os jornalistas Caio Blinder, vindo especialmente de Nova York e Osias Wurman.

O almoço, servido após o painel, foi acompanhado por um conjunto musical de música klezmer, o Klezmorim. Participaram do evento cerca de 150 chaverot dos Estados de Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além das do Paraná.

Osias Wurman e Caio Blinder

O encontro com os jornalistas Osias Wurman e Caio Blinder aconteceu no Centro Israelita do Paraná com o auditório lotado. Osias foi o primeiro a falar e trouxe cópia da última edição do jornal Yediot Aharonot, de Israel. Transmitindo uma das notícias do jornal, a que informa que a Autoridade Palestina agora quer agora que a ONU decida sobre os territórios, comentou que “parece que não foi a ONU que fez a partilha”. Wurman ainda observou que a ONU é composta de 192 representantes, 1/3 dos quais sem condições de decidir alguma coisa. Os outros 2/3 decidem e aprovam tudo o que querem.

Ele destacou que “uma coisa é certa, Jerusalém não será dividida. Mencionou os direitos humanos na Líbia, o fato da Turquia chamar Israel de estado terrorista e exigir desculpas aos atacados na flotilha e ainda querer reparações. Discorreu sobre Gaza, quando Sharon adotou seu gesto unilateral retirando de lá 7.500 colonos, e mesmo assim não tem havido paz e o Hamas seqüestrou Gilad Shalit e o mantém preso incomunicável. Chegou a comparar as manchetes do caso Shalit com os 33 mineiros soterrados no Chile.
Wurman também contou que o Irã vai cortar as duas mãos de um ladrão condenado por ter roubado balas (doces). E perguntou: “Vejam o que o Irã é capaz de fazer contra os próprios iranianos. E a nossa esquerda, onde está? 

Ele ainda citou uma declaração do primeiro-ministro Benyamin Netanyahu sobre o fato dos palestinos atirarem pedras e também Ahmadinejad desejar fazer isso. “Atiraram pedras? Cada pedra será utilizada para construir mais assentamentos”, e comentou sobre o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, e a aprovação da lei da lealdade, por 22 votos a 8, estabelecendo aos que quiserem obter a cidadania israelense, a partir de agora, deverão jurar fidelidade ao Estado.

Para Caio Blinder, um dos participantes do programa Manhattan Connection, do canal GNT da rede de TV a cabo Net. entretanto, isso não será necessário aos israelenses, já que vivem num Estado judeu. “Mesmo quando Israel é mais tolerante, é acusado de ser contra?”, disse ele, ressaltando “que o que se faz aos inimigos é pouco, e a gente vive nessa contradição”.

Segundo Blinder, Arafat estava disposto a fazer a partilha. Disse que os kibutzim tinham antes a função de fazer um círculo de defesa, observou que o país recebeu 1 milhão de imigrantes russos e é difícil ser otimista e ter a capacidade de negociar com os teus inimigos. E indagou: “Quais são os inimigos? Para ele o problema mais sério é que eles não reconhecem sequer a existência de Israel e questionam um Estado soberano.

Falando sobre a história de Israel, Osias Wurman recordou Golda Meir e Moshe Dayan, que antes da guerra do Iom Kipur, tinham certeza que os árabes não atacariam e não se prepararam.  Golda teve uma crise de depressão o resto da vida, porque achou que os árabes não atacariam. O erro foi acreditar. “Se voltarmos para as fronteiras de 1967, como explicar para as famílias as perdas de vida dos que caíram defendendo Israel? Poucos se dão conta, mas os colonos são nossos heróis”, destacou Wurman, acrescentando que os colonos vivem em condições precaríssimas só para defender nossas fronteiras. Ariel tem 30.000 habitantes. Em Hebron moram 400 judeus para milhares de árabes, eles são a nossa linha de frente. 
Ele contou que após a partilha, 120.000 palestinos vieram para trabalhar em Israel, só 0,001% se transformaram em terroristas. “Existe um abismo entre a civilização judaica e a islâmica”, ressaltou. Lembrou que Zubin Metha e Adolfo Bloch eram amigos. Zubin fez os votos de que em alguns anos chegaria a paz. Bloch respondeu que o shalom só chegaria quando os árabes formassem uma filarmônica como a de Israel. Zubin está 50 anos à frente da filarmônica de Israel.

 


Regina Brener, presidente da Wizo Paraná, entre o casal Helena e Samuel Grynbaum

Da esquerda para a direita, Ilse Ayrosa, palestrante, Sarita Lea Schaffel, atual presidente da FIERJ e membro honorário da Wizo Brasil e Clara Malin, chaverá da Wizo Rio de Janeiro

O jornalista Osias Wurman, cônsuil honorário de Israel no Rio de Janeiro, entre as presidentes das Wizo Brasil Helena Kelner (E) e da Wizo Paraná Regina Brener

As chaverot da Wizo de todo o Brasil reunidas em Curitiba no seminário que avaliou o futuro da instituição

O grupo Klezmorim, que se especializou em música klezmer, fez uma apresentação durante o almoço de encerramento do seminário nacional da Wizo

 

 



Website israelense ajuda na busca de parentes

Durante os sessenta dois anos do Estado de Israel, sempre houve um grande esforço das pessoas na busca de seus parentes e amigos. Alguns foram separados por guerras, outros simplesmente por circunstâncias de vida cotidiana. Assim, durante anos, foram utilizados diversos meios como publicações em jornais a anúncios em rádios na tentativa de localização. Muitas histórias tiveram um final feliz de reencontro, após uma separação de longos anos.   Outras vezes, esta procura esbarrava na barreira do idioma, pois todos os registros em Israel, inclusive os de telefone, são mantidos em hebraico, o que dificulta a busca aos que vivem em outros países. A Israel Phone Book derrubou esta barreira.

Agora quem quiser buscar o telefone de parentes e amigos em Israel conta com uma nova ferramenta na internet: a lista telefônica de Israel em inglês. É a on-line que contém os números de telefone residenciais e muitos telefones celulares. Para utilizar esta lista telefônica acesse http://www.israelpb.com e digite o nome ou sobrenome, ou ambos, da pessoa que está procurando. Também é possível direcionar a busca com a indicação da cidade. 

A Israel Phone Book contém ampla informação das principais cidades israelenses - Jerusalém, Tel Aviv, Haifa, Beer Sheva, Rishon LeTziyon, Netanya, Ashdod, Rehovot, Ramat Gan, Petach Tikva, etc., bem como de cidades com uma grande concentração de residentes de língua inglesa como Raanana, Bet Shemesh, Efrat, Herzliah, Mevasseret, Ginot Shomron and Zichron Yaakov. O diretório também fornece dados de cada cidade e dos distritos residenciais, inclusive sua localização e os nomes mais comuns dos residentes. Os resultados exibidos mostram o nome completo das pessoas, cidade e número de telefone, mas, por questões de privacidade, não exibem endereços.

A Israelpb.com é disponibilizada gratuitamente pela SearchSolutions LLC, empresa que tem como missão auxiliar as pessoas ao redor do mundo a localizar parentes e amigos que residam em Israel. O serviço vem sendo utilizado também nas redes sociais com objetivos pessoais e profissionais. A empresa deverá, em breve, disponibilizar um diretório telefônico comercial.  

 

 

A presidente da Kehilá do Paraná, Ester Proveller, discursa durante a abertura do 1º Festival de Cinema de Curitiba

Festival Judáico de Curitiba

O I Festival de Cinema Judaico de Curitiba, realizado de 25/09 a 29/09, com a seleção de oito filmes premiados internacionalmente que foram exibidos no cinema do Shopping Novo Batel. O objetivo dos organizadores foi tornar o evento anual. Trata-se uma amostra do Festival de Cinema Judaico do Clube A Hebraica, de São Paulo em parceria com a Kehilá do Paraná, a Embaixada da França e o Shopping Novo Batel.  Os oito filmes exibidos durante a semana foram: Cinco dias sem Nora, Em Busca da Memória, Roube um Lápis para Mim, The Yankles, A Cinco Horas de Paris, Roman Polanski, Duas Senhoras e Por um de meus olhos.

A abertura do festival aconteceu no sábado (25.9) no Shopping Novo Batel de Curitiba, com um coquetel ao qual estiveram presentes convidados e membros da comunidade. O festival foi aberto ao público em geral, e falaram na ocasião, a presidente da Kehilá do Paraná, Ester Proveller e o vice-presidente Social e Cultural da Hebraica, Bruno José Szlak.

Entre os destaques, o drama “A Cinco Horas de Paris” foi o melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Haifa 2009. O também premiado “Cinco Dias sem Nora” (melhor filme no Festival Internacional de Cinema Latino-Americano de Biarritz 2009; melhor filme no Festival de Cinema de Mar del Plata 2009; júri popular no Festival de Cinema de Miami; melhor diretor no Festival Internacional de Cinema de Moscou) é um drama mexicano que começa com o suicídio de Nora por uma overdose de comprimidos.

Também vale ressaltar o filme “The Yankles”, que entre as premiações recebeu o Golden Award no Festival de Las Vegas 2010; melhor comédia no International Family Festival 2010 e melhor comédia no Festival Judaico de Los Angeles 2010. A história fala de um ex-jogador de beisebol vítima de alcoolismo que é acolhido por estudantes de uma ieshivá (seminário para estudos de formação de rabinos) à procura de um treinador. Já o documentário francês Duas Senhoras conta a história de uma enfermeira árabe que começa a trabalhar para uma idosa judia.

Público curitibano prestigiou o evento no Shopping Novo Batel
A partir direita, o vice-presidente Social e Cultural da Hebraica, Bruno José Szlak; a presidente da Kehilá de Curitiba, Ester Proveller; a esposa de Bruno, Joyce; e o rabino do CIP, Pablo Berman no coquetel de abertura do 1º Festival de Cinema de Judaico de Curitiba

 

 

Público lotou o auditório da PUC para o evento

B’nai B’rith e PUC entregam Prêmio
“Anjo de Hamburgo”

Numa parceria inédita, a Pontifícia Universidade Católica - PUCPR (através do seu Núcleo da Pastoral e o Instituto Memória) e a comunidade israelita do Paraná (a Kehilá, a Federação Israelita do Paraná e a Loja Chaim Weizmann da B’nai B’rith do Paraná) promoveram entre os dias 30 de agosto a 1º de setembro de 2010, a II Semana Cultura e Fé no mundo contemporâneo, uma sequência de ações voltadas à História e Memória do Holocausto no Contexto da Segunda Guerra Mundial.

O evento foi promovido ainda em parceria com o Departamento de História da PUCPR e o apoio da B’nai B’rith do Brasil e desenvolveu-se nos campi de Curitiba e de São José dos Pinhais. Houve palestras da professora Maria Luiza Tucci Carneiro da USP, do professor Wilson Maske, da PUCPR, e de Isaac Cubric, da B'nai B'rith, além dos depoimentos dos sobreviventes do Holocausto Moysés Jakobson e Sara Goldstein. O ponto alto foi a entrega do Prêmio “Anjo de Hamburgo” para pessoas que combatem o racismo e a discriminação.

A abertura oficial foi feita pelo pró-reitor de Atividades Comunitárias, Ricardo Tescarolo. A seguir, o presidente da B’nai B’rith, Leon Knopfholz, representando a BB nacional, destacou em seu discurso "a necessidade de se aprender que a virtude está na diversidade, que não há homem superior a outro, doutrina superior a outra, e que a inclusão e a receptividade são as verdadeiras garantias de êxito social”.

Na sequência, o presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, Israelita do Paraná, ressaltou que “a 2ª Guerra Mundial foi a mais catastrófica, sinistra e cruel passagem da História do Povo Judeu, em que 6 milhões deles foram mortos em campos de concentração numa verdadeira indústria do extermínio, perpetrada pelos nazistas de Hitler e seus asseclas". Mais adiante pediu que "deste evento, possamos todos extrair mais ensinamentos, mais reflexão, e, acima de tudo, com mais fé num mundo contemporâneo cada vez mais pluralista, democrático e fraterno”.

O Instituto Memória idealizou o Prêmio “Anjo de Hamburgo” para mostrar que existem pessoas boas que lutam e acreditam em um mundo melhor. O Prêmio “Anjo de Hamburgo” é uma homenagem e um resgate histórico da luta e do heroísmo da paranaense Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, esposa de Guimarães Rosa, que ganhou o apelido de "Anjo de Hamburgo" por salvar centenas de judeus do nazismo, ignorando leis antissemitas e conseguindo vistos que abriam caminho para refúgio no Brasil.

O Prêmio foi entregue dia 31/8 para as seguintes pessoas: Eleonora Fruet, Rita de Cássia Munhoz e Nara Salamunes, realizadoras da Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto, que envolve 400 professores da Rede de Ensino Municipal; Marion Brephol de Magalhães, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), historiadora e autora de livros que explicam as raízes do preconceito e da discriminação; Eronides Cruz, ex-pracinha e combatente da 2ª Guerra Mundial, considerado Herói do Exército Brasileiro; e Milton Ivan Heller, jornalista, escritor e autor dos livros “Resistência Democrática: Repressão no Paraná”, “De Catanduvas ao Oiapoque” e “Conspiração Nazista nos Céus da América”.


O professor Wilson Maske fala na abertura dos trabalhos

Professora Maria Luiza Tucci Carneiro, da USP

Da esquerda para a direita, Leon Knopfholz, presidente da B’nai B’rith do Paraná; Ester Proveller, presidente da Kehilá; Manoel Knopfholz, presidente da Federação Israelita do Paraná; Isaac Cubric, secretário da B’nai B’rith, e  Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da USP

 

 


Federação Israelita identidade visual – Nova identidade visual da Federação Israelita do Paraná

Federação do Paraná coloca no ar
site para divulgar sua comunidade

A Federação Israelita do Paraná (FEIP) seguindo os passos da CONIB e com base no Projeto Hasbará Paraná 2010 que a nova diretoria da entidade elaborou, está lançando seu website dinâmico que pode ser acessado no endereço www.feipr.org.bre com os objetivos principais de apresentar a Federação e a Comunidade Israelita para a sociedade paranaense, bem como divulgar os valores judaicos, a memória da comunidade, identificar e combater o antissemitismo no Paraná e as eventuais parcialidades nos assuntos de interesse comunitário.

O site ainda não está totalmente pronto, mas já foi colocado no ar, logo após os grandes feriados judaicos de Rosh Hashaná e Yom Kipur. Em breve ele estará concluído, mas quem acessá-lo já pode ter uma ideia do que se trata. O novo site e o projeto Hasbará, pretendem se consolidar como novos instrumentos de interação da comunidade judaica do Paraná, tendo como finalidades específicas a criação de um espaço digital adequado para a exposição e divulgação das ideias e notícias de interesse da Federação Israelita do Paraná. Para tanto foi também produzida uma nova logomarca para fixar a imagem da FEIP. O site vai interagir com as redes sociais Orkut, Twitter, Facebook, Youtube e terá ainda blogs para a divulgação de artigos e ensaios.

Referência
De acordo com o presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, o site da FEIP pretende ser referência para a mídia local e sociedade civil em geral, sobre assuntos de interesse da Comunidade Israelita do Paraná e temas ligados ao Oriente Médio que estejam direta ou indiretamente relacionados com o Estado de Israel.

Também pretende promover a diversidade cultural e religiosa, através de ações de esclarecimento e divulgação dos principais eventos do calendário judaico junto à sociedade civil paranaense.
O projeto, iniciativa de Knopfholz, foi inspirado no Seminário de Formação e Aperfeiçoamento de Porta-Vozes, realizado pela Confederação Israelita do Brasil (CONIB), em São Paulo, dias 17 e 18/7 deste ano.

Antissemitismo
Conforme observa Manoel Knopfholz, “uma das principais causas do crescente antissemitismo que enfrentamos atualmente decorre da desinformação sobre fatos e eventos relacionados à comunidade judaica e ao próprio Estado de Israel. Diante disso, fez-se necessária a mobilização da Federação, enquanto representante dos seus membros, através da adoção de medidas de esclarecimento as quais devem, por seu turno, ser disponibilizadas de forma clara, simples e de fácil propagação nos canais difusores pertinentes”.

Ele acrescentou que a Federação Israelita do Paraná reconhece que a Internet tem se revelado como o foro mais adequado e que maior amplitude possui para a constituição de uma base de ideias coerente e ampla para a efetiva divulgação de seus posicionamentos e para se fazer mais conhecida junto à sociedade paranaense.

As ações de esclarecimento se darão no campo cultural, religioso e político.

“Foi nesse contexto” — prosseguiu — “que nasceu o Projeto Hasbará, que, em hebraico, significa ‘explicação’ ou ‘esclarecimento’”. O projeto também procura mobilizar a comunidade judaica e os interessados para combater a imparcialidade da mídia e o antissemitismo, sempre em sintonia com a CONIB e com as demais Federadas do Brasil.

 


 

 


A partir da direita, Sara Schulman, presidente do Instituto Cultural Judaico Brasileiro Bernardo Schulman; Ester Proveller, presidente da Kehilá, Maria Lucia Victor Barbosa, palestrante; Manoel Knopfholz e Natan Kulisch, respectivamente presidente e vice-presidente das Federação israelita do Paraná (FEIP)

Política externa brasileira foi
tema de palestra em Curitiba

A professora e socióloga Maria Lucia Victor Barbosa, de Londrina, proferiu palestra em Curitiba, dia 21/9 no Centro Israelita do Paraná, tendo como tema “A Política Externa Brasileira”. O evento foi promovido pela Federação Israelita do Paraná (FEIP) em conjunto com a Kehilá. A palestrante é mais conhecida por seus artigos analíticos publicados em jornais como O Globo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, Folha de Londrina, Gazeta do Povo e Visão Judaica, os três últimos, do Paraná.

Maria Lucia Victor Barbosa, que veio a Curitiba a convite da Federação Israelita iniciou sua palestra abordando primeiramente a Inquisição, as expulsões dos judeus da Península Ibérica e as perseguições sofridas aqui no Brasil. Em seguida, discorreu sobre a atual política exterior brasileira conduzida pelo Itamaraty na esperança de se obter um lugar de destaque para o Brasil no cenário mundial.

Mais do que isso, ela observou que o País tem aberto dezenas embaixadas em lugares remotos e em nações tão desconectadas com a nossa realidade como a Coreia do Norte. A finalidade é obter votos potenciais para as pretensões políticas brasileiras em foros internacionais, e até mesmo alcançar o posto de secretário-geral das Nações Unidas para o presidente Lula depois que ele deixar o poder, ou ainda conseguir uma cadeira permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU após sua reforma.

Na sequência, enumerou uma série de episódios que considerou prejudicais à posição do Brasil na comunidade internacional, ao associar-se a regimes que cometem violações dos Direitos Humanos, como é o caso do Irã, da Somália e alguns países africanos. Ela recordou a intervenção do Brasil em Honduras, que classificou de fiasco, e as relações de amizade com países na América Latina como a Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Paraguai e Equador, que igualmente têm sido prejudiciais ao Brasil.
Também mencionou o convite feito ao ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad para visitar o Brasil e depois a retribuição de Lula viajando para Teerã. A professora analisou ainda, com detalhes, a malograda tentativa de mediar um acordo de paz entre israelenses e palestinos, numa viagem em que o nosso presidente recusou-se a prestar homenagens no túmulo do patrono de Israel, Theodor Herzl, mas as fez sem nenhum titubeio no túmulo de Yasser Arafat, que tinha as mãos sujas de sangue. Além disso, comentou outro fracasso diplomático, o acordo, junto com a Turquia, para que o Irã não sofresse as sanções impostas pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos por recusar-se a paralisar seu programa nuclear, suspeito de fabricação de bombas atômicas.

Quem é

Maria Lúcia Victor Barbosa é mineira de Belo Horizonte, mas mudou-se para o Paraná em 1967, vivendo em Maringá e depois em Londrina. Bacharel em Sociologia Política e Administração Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais, lecionou na PUC de Belo Horizonte, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Maringá, no Centro de Estudos Superiores de Londrina e na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Entre 1977 e 1982, além do magistério, trabalhou na Companhia de Habitação de Londrina - Cohab-LD, onde criou o Departamento de Desenvolvimento Social.

Sua atividade como socióloga, através da execução de programas e projetos junto a moradoras de conjuntos habitacionais e favelas, inspirou-a posteriormente a escrever o livro “O voto da pobreza e a pobreza do voto - A ética da malandragem”, Rio de Janeiro, Zahar Editor, 1988. Em 1983, classificou-se entre mais de seis mil concorrentes, ficando entre os 10 melhores do curso de Ensino à Distância promovido pela UnB através do Jornal da Tarde. Seu trabalho premiado foi intitulado "Breve Ensaio sobre o Poder". Posteriormente, realizou os cursos de Política Internacional e Pensamento Político Brasileiro, ambos da UnB, tendo obtido o primeiro lugar com o trabalho “A Favor de Nicolau Maquiavel Florentino”.


Professora Maria Lucia Victor Barbosa no CIP, em Curitiba

Público presente à palestra no CIP

 

 

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