Mosaico Cultural - M

Menorah

Quando Tito destruiu o Segundo Templo, apoderou-se de todos os seus tesouros, entre eles a Menorah, um candelabro de sete braços, cujo símbolo expressa, verbal e visualmente, inúmeras associações de fatos ligados ao povo judeu.

A primeira fonte bíblica na qual aparece o candelabro de sete braços, como símbolo reconhecido, é nas profecias, que são expressas como “Visões de Zacarias”, em hebraico, Zerubavel. A quinta visão de Zerubavel é a do Candelabro: Ele falou:
“O anjo que me falava me despertou como se desperta um homem de seu sono, e disse-me: “O que vês?”

E respondi que meus olhos viam um candelabro todo de ouro e sobre ele sete braços para as luzes que estão em seu topo; e ao seu lado dois ramos de oliveira, um à direita e outro à esquerda.

E eu disse ao Anjo que me falava: O que é isso, meu Senhor?
E o anjo me respondeu: Não sabes o que é?  Significa:

“Nem com os exércitos, nem com a força, mas com meu espírito”.

Esta visão e palavras foram proféticas e trouxeram em si um símbolo para o povo judeu:

“A restauração do judaísmo e da vida do povo judeu em Sion, Eretz Israel, acontecerá não pela força, nem pelo exército, más sim pelo Espírito de D’us”.

A aura destas palavras, que destaca a superioridade do espírito sobre a matéria, acompanhou o povo judeu através de toda a sua história.

Por um lado, o candelabro simboliza o Templo, o esplendor espiritual, a presença de D’us no seio de seu povo. Por outro lado, a certeza do retorno da nacionalidade judaica restaurada na sua terra, Israel.

Esta combinação do símbolo nacional e o símbolo religioso fizeram com que a Menorah fosse escolhida como um emblema, brasão do Estado de Israel.

Mezuzá

De acordo com Deuteronômio 11:20: "E escreve-as nos umbrais das portas de tua casa".

É um pequeno recipiente de metal ou de madeira. Dentro contêm um pergaminho, enrolado, com o escrito em hebraico, das duas primeiras partes do Shemá Israel (Ouve, Israel!).

É colocado numa posição inclinada do lado direito da porta. A palavra Shadai está escrita do outro lado do pergaminho. A letra Shin deve aparecer através de pequena abertura da Mezuzá.

A Mezuzá simboliza a família judaica e a sua lealdade à lei de D’us. Os judeus tocam os seus lábios com o dedo e depois a Mezuzá, quando entram ou saem de suas casas.

Messias

Messias, em hebraico Moshiach remete à redenção messiânica, ou o penhor da redenção, devido a todas as coisas sofridas pelos judeus no exílio. Porque, o que traz a redenção não é um ato do Messias na qualidade de executor do Tikun Olam, isto é, de alguém, um Messias encarregado da função específica da redenção; mas sim, a redenção pelas ações que cometemos, todos e cada um de nós.

Assim sendo, a Redenção não é encarada como uma catástrofe em meio a qual a própria história chega a seu fim, porém chega como consequência de um processo de nossas ações, das quais todos nós participamos.

Mar Morto

O Mar Morto banha Israel e a Jordânia, sendo alimentado pelo Rio Jordão. Na verdade, é um lago de formato estreito e alongado, possuindo 82 quilômetros de comprimento por 18 quilômetros de largura. Está a 392 metros abaixo do Mar Mediterrâneo e a 417 metros abaixo do nível do mar, sendo o ponto mais baixo do planeta Terra.

A região é praticamente desértica e apresenta um clima subtropical e semi-árido, com verões de altas temperaturas e muito secos.

A característica marcante desse lago é a alta concentração de sal em suas águas (cerca de 300 gramas por litro de água. A quantidade normal para os oceanos é de 30 gramas por litro de água. Esse fato impossibilita o desenvolvimento de qualquer forma de vida em suas águas, principalmente de peixes que morrem assim que desembocam no Mar Morto trazidos pelas águas do Rio Jordão. A densidade da água também impede que uma pessoa afunde nele.

Muitos sais minerais, como o magnésio ou o coal tar, (carvão) são encontrados em grandes quantidades nessas águas fazendo com que se suas águas se tornem medicamentosas  em doenças da pele, especialmente os casos da psoríase.

Suas águas, que têm o mais alto grau de salinidade e densidade do mundo, são ricas em potássio, magnésio e bromo, assim como em sal de cozinha e sais industriais. O ritmo natural de recuo do Mar Morto acelerou-se nos últimos anos, devido a uma taxa muito alta de evaporação (1,6% por ano). E a vários projetos de desvio em alta escala realizados por Israel pela Jordânia, para atender às suas necessidades de água, o que causou a redução de 75% da descarga de água. Em consequência, o nível do Mar Morto baixou 10,6 m desde 1960.

Um projeto de ligação com o Mar Mediterrâneo através de um canal e sistema de tubulação, que poderá devolver ao Mar Morto suas dimensões e nível naturais, está sendo considerado.