Mosaico Cultural - H

Haganá

Haganá em hebraico quer dizer defesa. Também conhecida pela grafia inglesa Haganah, foi uma organização de defesa judaica de caráter sionista, formada ainda na década de 1920 e eu lutava contra os mortíferos ataques árabes durante a ocupação britânica na Palestina.
Caracterizava-se não só pelo treino militar dos seus membros, como pela sua proximidade com a Agência Judaica, de Ben Gurion. Vários conhecidos judeus que ocuparam postos importantes na vida de Israel fizeram parte da Haganá, como Yitzhak Rabin, Shimon Peres, Ariel Sharon, Rehavam Zeevi, Dov Hoz, Moshe Dayan, Yigal Allon e Ruth Westheimer
Foi com base na Haganá que foram criadas as Forças de Defesa de Israel (FDI) a partir da independência em 1948.

 

 

Hamsa

Compartilhado pelas tradições hebraicas e árabes, este é um antigo amuleto protetor que simboliza a Mão de D-us.
A palavra hebraica Hamsa deriva da raiz semítica que significa "cinco", referindo-se aos cinco dedos da mão.
Pelos judeus é conhecida como a Mão de Miriam, irmã de Moisés e Arão, enquanto que os árabes a chamam de Mão de Fátima, filha de Maomé.
Segundo a tradição, é recomendado pendurá-la no pescoço, em casa, ou no automóvel, na carteira ou na bolsa, para servir contra o mau-olhado.
Frequentemente traz um olho central, representando o "Olho Vigilante de D-us", que tem por objetivo guardar contra os "maus espíritos "e o"mau olhado". (Ayin Harah), que significa inveja ou más intenções.
E, principalmente, a  Hamsa nos lembra de orar a D-us por benções (berakot) e paz (shalom) para nossos lares.

 

 

 Haskalá

Haskalá ou o Iluminismo Judaico iniciou-se na Europa do século XVIII. Foi um movimento político que pregava uma atitude mais aberta para os valores seculares e o modo de vida dos não judeus. Na Europa Ocidental os judeus viviam uma fase de evolução e avanços, e o maior exemplo disso foi a Revolução Francesa. Os ideais deste movimento, irradiados da França e levados por Napoleão aos territórios conquistados transformaram profundamente a sociedade judaica da época. Napoleão, por exemplo, extinguiu os guetos de todos os países que ele conquistou, permitindo a intensificação do movimento então incipiente e chamado Haskalá.

Moses Mendelssohn foi seu fundador. Nasceu em Dessau em 1729 e morreu em 1786. Sabia hebraico, e estudou a Torá e o Talmud com o rabino David Frankel. Foi com este a Berlim, aos 14 anos e lá estudou tanto o Judaísmo como a filosofia. De tanto estudar sua coluna se encurvou e ficou com uma corcunda. Mas sua inteligência transcendia sua imagem pouco estética. Acabou se aproximando de sábios alemães cristãos, de sua época. Tornou-se reconhecido nos círculos literários de Berlim, nunca negando sua condição judaica e defendendo sua religião, diante de críticas e agressões antissemitas.

Mendelssohn compreendia que os judeus não poderiam permanecer para sempre no gueto físico e tampouco no gueto espiritual. Para isso inicia um processo que será a mola mestra da Haskalá ou o Iluminismo Judaico: abrir as portas da sociedade europeia, aos judeus. Mas... Como fazê-lo?
Não havia nenhuma experiência anterior: séculos de preconceito permeavam o ambiente. Filósofos iluministas consideravam a própria Igreja com valores antiquados e inadequados aos novos tempos de “luz”. Os judeus eram vistos sob uma ótica que mesclava o preconceito que a sociedade cristã tradicionalmente devotava aos judeus, com um novo preconceito que via nos judeus, uma crença antiquada, arcaica e repleta de costumes inadequados aos novos tempos. Mendelssohn entendeu que era necessário lançar pontes que unissem as duas margens. Para os judeus poderem passar à sociedade europeia e para a sociedade cristã compreender e tolerar o Judaísmo e suas crenças. Um de seus feitos foi traduzir a Torá ao alemão. Uma tradução judaica que era diferente da tradução da Bíblia feita por Lutero. Em conjunto com outros sábios judeus, redigiu comentários ao texto bíblico, em hebraico, denominado Biur, que mais tarde foi traduzido ao alemão.

Os rabinos ortodoxos consideraram este gesto uma heresia; já os iluministas elogiaram. Mendelssohn criticava a visão destes rabinos e ampliava a reflexão de seus tempos em sua obra “Jerusalém”. Para ele o Judaísmo não exige de seus adeptos uma “fé cega”, senão a compreensão e o cumprimento das leis históricas e morais.

Mas as ideias da Haskalá incentivavam a juventude a distanciar-se do judaísmo ortodoxo e das yeshivót, e também do iídiche, passando a usarem cada vez mais o russo, especialmente os que frequentavam as universidades. A assimilação tomava, então, proporções assustadoras.
Os judeus lutavam e obtinham o reconhecimento de seus direitos civis e de sua integração social. Deixaram os guetos e muitos optaram por assumir sua participação nas lutas sociais e nacionais de suas pátrias: tornaram-se cidadãos franceses ou alemães de fé judaica. Seguiam com suas crenças milenares em casa e/ou na sinagoga, mas assumiam a plenitude dos deveres e dos direitos de cidadania, nos países que habitavam. Tornavam-se parte da nação, eram parte integral do nacionalismo europeu do século XIX, podiam votar, serviam nos exércitos e alguns participavam de partidos e até se elegeram aos parlamentos de países da Europa ocidental, na segunda metade do século XIX. A partir de tudo isso, a máxima era: “Seja judeu em casa e alemão na rua”.

Muitos dos discípulos de Mendelssohn iniciaram um processo de modernização do Judaísmo. Escolas foram fundadas para oferecer uma visão mais ampla. O renascimento do hebraico bíblico foi incentivado, mas mesmo não resultando, foi estímulo para uma posterior tentativa dos iluministas judeus russos no século XIX, que culminou com renascimento do hebraico através de Eliezer ben Iehuda, na virada do século XIX para o XX, em Israel. Os adeptos da Haskalá foram chamados maskilim.

 

 

Homem

O homem só é completo quando possui uma ligação com o seu passado, com as suas raízes.

Se você cresce sem esta ligação, é como se nascesse sem olhos e ouvidos... E isso é uma mutilação do ser humano. 

                                                Jung, "(The Houston Films)"

 

 

Histadrut

Federação Geral dos Trabalhadores

Foi fundada em 1922, em Israel, como federação de sindicatos, para representar os trabalhadores do país e estabelecer indústrias que proporcionassem empregos a seus membros. Com o tempo, ela se tornou um dos maiores empregadores de Israel, desempenhando importante papel no desenvolvimento do país. Desde 1992, ela se encontra num processo de venda de parte de suas empresas.

Os membros da Histadrut compreendem a maioria da mão-de-obra do país, entre judeus e árabes, e representam todos os setores econômicos, assim como as profissões liberais. 

A Histadrut oferece a seus afiliados uma variedade de benefícios sociais, através de uma rede de serviços médicos, educacionais, recreacionais, jurídicos e de bem-estar social

 

 

 

Guemará e Mishná

Estuda a tradição dos judeus da Babilônia. A Mishná é uma obra cabalista.